VERNON e The 8 do SEVENTEEN anunciam subunit V8 com Pharrell Williams e turnê mundial

Mini-álbum chega em 29 de junho com conceito de juventude desperdiçada e turnê mundial confirmada

Tem coisa mais SEVENTEEN do que transformar caos em arte? A dupla formada por VERNON e The 8 acaba de anunciar a subunit V8 — e já de cara a gente entende que não vai ser qualquer projeto.

O mini-álbum de estreia da V8 chega em 29 de junho carregando um conceito que bate fundo: a juventude desperdiçada. Mas não como arrependimento — como combustível. O comunicado oficial do projeto descreve as músicas como um mergulho em

‘momentos crus de desorientação e confusão vivenciados ao longo do tempo, juntamente com a resiliência e o crescimento encontrados nessas lutas. Em vez de definir a juventude como mero tempo perdido, o álbum sublima a natureza instável e frágil da juventude em uma explosiva sensação de liberdade, canalizando essa energia como uma força motriz para seguir em frente continuamente.’

Pra quem acompanha o SEVENTEEN de perto, faz todo sentido esse projeto vir exatamente agora. VERNON, desde os primeiros dias do grupo em 2015, sempre foi o membro que equilibra influências do hip-hop americano com a sensibilidade do K-pop — e The 8, com seu background em artes marciais e dança contemporânea, traz uma camada visual e performática que diferencia qualquer coisa que ele toca. Juntos, formam uma das combinações mais intrigantes do grupo.

Pharrell, BUMZU e uma lista de produtores que queima literalmente

A lista de produtores do ‘V8’ é, por si só, um evento. Pharrell Williams — que já assinou ‘Bad Influence’ no mais recente álbum do SEVENTEEN, o Happy Burstday (2025) — está de volta. Ao lado dele, o fiel escudeiro BUMZU, parceiro histórico da casa Pledis/HYBE, e outros nomes revelados de um jeito que só o K-pop tem coragem de fazer: um videoclipe mostrando a lista queimando ao contrário para revelar os créditos. Sim, é genial.

A dupla ainda vai levar o projeto para os palcos com a turnê VERNON THE 8 [V8] LIVE, que começa em Goyang, Coreia do Sul, nos dias 11 e 12 de julho, e segue para Hong Kong com três noites seguidas entre 17 e 19 de julho. Nada de aquecimento tímido — já na largada, shows em dois países.

Se o teaser já deu o tom do que vem por aí, a gente tá oficialmente em modo de contagem regressiva. 29 de junho não pode chegar logo o suficiente.

Serviço

VERNON THE 8 [V8] LIVE
📅 11 e 12 de julho — Goyang, Coreia do Sul
📅 17, 18 e 19 de julho — Hong Kong
💿 Mini-álbum V8: lançamento em 29 de junho de 2025

HAN, do Stray Kids, lança ‘Back To Life’ nas plataformas — e a letra diz tudo sobre ele

Clipe da faixa solo já ultrapassa 6 milhões de views no YouTube; grupo é headliner do Rock in Rio em setembro

Quem acompanha o Stray Kids de perto sabe que HAN não é só um integrante do grupo — ele é uma das mentes mais criativas do k-pop atual, com participação ativa na produção e composição de boa parte do catálogo da boyband. Então quando ele solta algo solo, a gente presta atenção de verdade.

Nesta quinta-feira (11), ‘Back To Life’ chegou oficialmente às plataformas digitais. O clipe já havia sido lançado no mês passado e acumula mais de 6 milhões de visualizações no YouTube — número que mostra o tamanho da base de fãs do grupo, o STAY, espalhada pelo mundo inteiro.

A faixa é um manifesto de resiliência. HAN canta sobre cair, levantar e recusar a desistir — com uma entrega vocal e uma produção que misturam pop e rap de um jeito que só ele consegue. A letra no refrão resume bem o espírito: ‘não me importa quantas vezes eu caia, porque eu vou voltar à vida.’

‘Somos muito gratos por termos STAY em vários lugares do mundo. Nos sentimos bem-vindos em qualquer lugar que visitamos. Os fãs nos fazem nos sentir em casa. É por eles que continuamos em frente.’ — Felix, em entrevista à Billboard Brasil (2024)

O clipe de ‘Back To Life’ — assista agora

Vale revisitar a faixa com a letra em mãos. Tem trecho que parece escrito direto de um diário: ‘Quem eu costumava ser, eu vou esquecer, respire fundo, torne-se alguém novo.’ HAN sempre foi conhecido por canções que expõem vulnerabilidades com muita honestidade — e ‘Back To Life’ segue essa linha com ainda mais maturidade.

E por falar em Stray Kids: o grupo chega ao Brasil em setembro como headliner do Rock in Rio, no Palco Mundo, no dia 11 de setembro. É a segunda visita deles ao país e, considerando o tamanho que a fanbase brasileira cresceu nos últimos anos, promete ser histórico. Vai ser a primeira vez que a gente vê HAN cantando ‘Back To Life’ ao vivo por aqui — e esse momento vai valer cada segundo.

Serviço

Stray Kids no Rock in Rio
📅 11 de setembro de 2025
📍 Palco Mundo — Parque Olímpico, Rio de Janeiro (RJ)
🎟️ Ingressos: rockinrio.com

Gilberto Gil fala sobre o futuro após a turnê Tempo Rei: ‘continuar, de vez em quando’

No tapete vermelho do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, artista revelou que shows em formatos menores ainda estão no radar

Quem esperava um tchau definitivo dos palcos vai ter que segurar a emoção por mais um tempo. Gilberto Gil, 82 anos, mais de seis décadas de carreira e um dos shows mais grandiosos que o Brasil já viu, deixou uma porta bem entreaberta quando o assunto é o futuro.

No tapete vermelho do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira, realizado na quarta-feira (10) no icônico Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Gil foi direto ao ponto quando perguntado se a turnê Tempo Rei foi mesmo a última de sua carreira.

‘Nesse porte, com estádio, programação em estádios, lugares muito grandes e viagens muito prolongadas, nesse sentido, eu espero que tenha ajudado a última. Agora, para continuar, de vez em quando, me apresentando em situações mais simples, mais tranquilas, isso aí eu também estou levando em conta.’

A declaração soa menos como surpresa e mais como confirmação do que muita gente já suspeitava. O que muda é a escala — não a vontade.

O fim de um ciclo histórico — e o tamanho do que foi a Tempo Rei

A turnê encerrou em março com um feito que vai ficar gravado na história da música ao vivo no Brasil: mais de 300 mil pessoas reunidas nas sete apresentações no Allianz Parque, em São Paulo. Com isso, Gil se tornou o artista brasileiro com mais datas na arena — ficando atrás apenas de Paul McCartney no ranking geral do venue.

O espetáculo tinha tudo: direção artística de Rafael Dragaud, cenografia de Daniela Thomas com uma imponente espiral de LED dominando o palco, e um setlist que atravessou mais de 60 anos de carreira — do tropicalismo ao samba-reggae, de ‘Expresso 2222’ a ‘Aquele Abraço’. Só em 2025, seis das apresentações esgotaram em tempo recorde.

As participações especiais reuniram um time que diz muito sobre o alcance de Gil entre gerações: Caetano Veloso, Roberto Carlos, Marisa Monte, Anitta, MC Hariel, Liniker e Seu Jorge dividiram o palco com ele ao longo da turnê.

A passagem de Gil pelo BTG também rendeu uma reflexão sobre Cazuza, grande homenageado da 33ª edição do prêmio. Gerações distintas, universos sonoros diferentes — mas a mesma capacidade de fazer a música brasileira funcionar como crônica viva do seu tempo. A noite no Theatro Municipal reuniu Seu Jorge, Ney Matogrosso, Ludmilla, Marina Sena e Luísa Sonza em tributo ao ícone do rock nacional.

Com mais de 60 álbuns na discografia e um dos maiores números de ouvintes mensais no streaming entre artistas brasileiros de sua geração, Gil encerrou um ciclo — mas não a música. A gente sabe que quando ele fala em ‘situações mais simples e tranquilas’, já vale ficar de olho em qualquer palco onde o nome dele aparecer.

‘Quem paga mais leva’: produtoras revelam o mercado de leilão por trás dos shows de K-Pop no Brasil

A gente vê o anúncio, o fandom explode, os ingressos somem em minutos — e pronto, parece mágico. Mas trazer um grupo de K-Pop ao Brasil é, antes de tudo, uma guerra de bastidores que começa meses antes de qualquer data ser divulgada. E quem define quem sobe no palco aqui não são necessariamente os fãs mais barulhentos, mas sim quem faz a oferta mais agressiva.

Para entender como essa engrenagem funciona longe dos holofotes, conversamos com os principais nomes do mercado: Andre Matalon (Music On Events), Mideum Seo (K-BEAT), Laiza Kertscher (Highway Star), Patrícia Kazys (Far Music Entertainment) e a produtora Caren Murai. O que eles revelaram vai mudar sua visão sobre cada show que você já foi — e sobre os que ainda não aconteceram.

O leilão que ninguém vê: quem oferta mais, ganha a tour

Patrícia Kazys, diretora da Far Music Entertainment — responsável pelas vindas de Cha Eunwoo e P1Harmony ao Brasil —, foi direta ao ponto sobre como as negociações funcionam hoje:

‘Depende muito do artista. Hoje tudo é um leilão: quem oferta mais cachê ganha a tour. Depende muito da sua oferta.’

Além do lance mais alto levar a melhor, tem outro fator que transforma a rotina das produtoras locais em plantão permanente: o fuso horário de 12 horas com a Coreia do Sul. André Matalon, da Music On Events — produtora que assina o aguardado show do ENHYPEN em estádio, cuja negociação começou em setembro de 2025 —, sabe bem o que isso significa na prática:

‘Muitas vezes você recebe um e-mail às 6h da manhã e, se demora um pouco para responder, já passou da meia-noite na Coreia. Isso exige muita atenção e agilidade na comunicação.’

Laiza Kertscher, da Highway Star — pioneira com cases como BTS, Monsta X e KARD —, reforça que o ritmo oriental dita as regras do jogo também do lado de cá:

‘Eles acabam esperando que a equipe local siga um trabalho quase full time, mesmo com a diferença de fusos horários. Mas já nos adaptamos a esse estilo e conseguimos nos preparar com antecedência.’

Mas se o cachê já é um campo de batalha, ele nem sempre é o maior vilão de uma produção. O que frequentemente inviabiliza shows de K-Pop no Brasil é algo muito mais simples — e muito mais caro: a passagem aérea. Comitivas que passam de 20 ou 30 pessoas entre idols, dançarinos, maquiadores e técnicos cruzando o planeta inteiro representam um custo que pode superar o próprio contrato com o artista. Mideum Seo, Co-CEO e Produtor Principal da K-BEAT, abre os números reais:

‘Trazer esse mesmo artista para o Brasil significa, no mínimo, passagens aéreas de ida e volta que vão de 8 a 10 mil reais por pessoa em classe econômica, podendo chegar a cerca de 30 mil reais em classe executiva. O impacto não é apenas financeiro: há também o tempo que o artista precisa investir no deslocamento. Por isso, a maior dificuldade está justamente nesse custo duplo: o financeiro e o de oportunidade.’

Isso ajuda a explicar um dos maiores mistérios para os fãs brasileiros: por que o SEVENTEEN — com 11 anos de carreira, estádios lotados na Ásia e América do Norte e um dos fandoms mais organizados do mundo — nunca pisou no Brasil. Com 13 integrantes e uma estrutura de show massiva, a logística para trazer a comitiva completa cruzando o globo se torna um dos maiores desafios financeiros do mercado. Laiza Kertscher confirma:

‘Por vezes os custos das passagens para toda a equipe e artistas superam o custo do cachê e inviabilizam produções. Pelo tempo longo de viagem, muitos só optam por se apresentar na América do Sul quando estão em grandes turnês mundiais.’

Enquanto São Paulo segue como praça indispensável — por concentrar os melhores hotéis, aeroportos internacionais e arenas —, a K-BEAT está reescrevendo a lógica do mercado ao expandir as fronteiras. A empresa realizou uma turnê do grupo NTX por 13 cidades brasileiras, levando o K-Pop para João Pessoa e Belém, onde tocaram para 3 mil pessoas. Mideum Seo explica a estratégia:

‘A ideia não é reunir em São Paulo um pedacinho do fandom de cada cidade, e sim maximizar os fãs em todas as cidades, como faz um artista nacional ao rodar o país em turnê. É um ciclo virtuoso. Investimos pesado para rodar o Brasil inteiro; com isso, o artista ganha fama em âmbito nacional. O fandom cresce e é ao longo desse processo que a receita também se realiza.’

A K-BEAT já planeja trazer ao Brasil o cantor GAHO — conhecido pelas trilhas sonoras de Itaewon Class e Sorriso Real — entre agosto e setembro deste ano, além do grupo YOUNITE. O mercado de K-Pop no Brasil está longe de desacelerar. E agora você sabe exatamente o que está em jogo antes de qualquer ingresso ir à venda.

L7nnon transforma rap em cinema com ‘Guerras Invisíveis’: orquestra, música inédita e saúde mental em 18 minutos

Rapper L7nnon ao lado de músicos da Orquestra Novo Traço durante gravação da trilha sonora de 'Guerras Invisíveis'

Tem momentos em que um artista para de só lançar música e começa a construir mundos. L7nnon chegou nesse ponto — e ‘Guerras Invisíveis’ é a prova mais concreta disso.

O curta-metragem de 18 minutos estreou na última semana no YouTube e já é um dos lançamentos audiovisuais mais ambiciosos do rap brasileiro em 2026. Produzido pela Sweet Filmes com a Kondzilla, o projeto ambienta cinco músicas da trajetória do rapper num Rio de Janeiro distópico, onde explosões e tiroteios funcionam como metáfora para algo muito mais íntimo: a saúde mental. A direção criativa da dupla Insana Duo (Audrey Nóbrega e João Monteiro) e a criação da Agência África ajudaram a dar forma visual a uma ideia que, segundo o próprio L7nnon, o fisgou na hora. ‘Quando me mostraram a ideia, eu me identifiquei muito de cara, porque é um tema que abrange muita gente’, contou ele à Rolling Stone Brasil.

De beatmaker a orquestra: quando dois mundos viram um só

A trilha sonora é onde ‘Guerras Invisíveis’ vai mais longe. ‘Keep Going’, ‘Mato no Peito’, ‘Faça Valer’, ‘Celebrando a Vida’ e a inédita ‘Você é Incrível’ foram todas regravadas com arranjos da Orquestra Novo Traço, sob direção de Rafaello Ramundo, em parceria com o Papatinho — produtor que, como o próprio L7nnon reconhece, mudou sua trajetória. ‘O Papatinho transformou a minha vida. Minha caminhada mudou por causa de um beatmaker. Mas estar ali, junto de músicos que estudaram a vida inteira pra tocar daquele jeito, foi uma honra sem tamanho’, disse o rapper, sem estabelecer hierarquia entre as linguagens. A junção, na visão dele, só deixou tudo maior.

O protagonista do curta aparece em dualidade — criança e adulto ao mesmo tempo — e L7nnon não esconde o quanto isso é autobiográfico. ‘A criança representa a pureza, a inocência de só querer viver a vida. Já o adulto, enfrentando uma guerra sem direito de escolha, é muito sobre adaptação. A vida me ensinou muito a me reinventar, me fortalecer e botar a cara a tapa’, afirmou. A narrativa foge de qualquer romantização da violência: ‘Nunca foi num lugar de romantizar. Pra mim, é muito mais um retrato e um alerta’.

Quem acompanha L7nnon desde os tempos de underground sabe que ele sempre equilibrou números massivos — músicas com 600 milhões de visualizações — com projetos que falam direto à alma. ‘Guerras Invisíveis’ é, antes de tudo, isso: um lembrete de que as batalhas mais difíceis são as que ninguém vê. E que o rap brasileiro tem espaço — e coragem — pra ir muito além do que a indústria espera.

Abre o YouTube, coloca fone e dá play. Alguns projetos pedem atenção total — e esse é um deles.

MONSTA X em São Paulo: microfone ligado, funk brasileiro e uma promessa que a gente vai cobrar

O grupo coreano voltou ao Brasil depois de sete anos com a turnê [THE X: NEXUS] e entregou quase três horas de show no Espaço Unimed

Sete anos é tempo demais para quem vive de shows. Mas quando o MONSTA X finalmente pisou de novo no palco do Espaço Unimed, em São Paulo, ficou claro que a espera não apagou nada — pelo contrário, acumulou.

Formado por Shownu, Joohoney, Kihyun, Hyungwon e Minhyuk (I.M cumpre alistamento obrigatório no exército e ficou fora da turnê), o grupo estreou em 2015 e se tornou um dos pilares da terceira geração do K-pop. Esta foi a terceira passagem deles pelo país — depois das edições de 2018 e 2019 — e veio acompanhando a turnê [THE X: NEXUS], que celebra o primeiro comeback completo em quatro anos, o álbum THE X (2025).

Quase três horas de show e um gosto de ‘quero mais’

O setlist passeou por eras e deixou todo mundo querendo mais: ‘Dramarama’, ‘Shoot Out’, ‘Alligator’ e ‘LoveKilla’ se misturaram com ‘Tuscan Leather’ e ‘N the Front’, faixa-título trabalhada em 2026. Hyungwon ainda puxou ‘Beautiful’ — hit do primeiro álbum completo do grupo, de 2017 — com um ‘vocês são lindos!’ atirado em português antes dos primeiros acordes. O Espaço Unimed não se segurou.

Entre performances em grupo, solos impecáveis e vídeos-conceito, o show teve um momento que pode se tornar literalmente parte da discografia do MONSTA X: Joohoney gravou do próprio celular o coro de ‘eu não vou embora’ que ecoou pela casa de shows e prometeu usar o registro como sample em uma próxima composição. ‘Com essa música, vocês vão ser todos parte do MONSTA X!’, afirmou o rapper, que assina a co-produção de vários dos maiores hits do grupo.

O tempero brasileiro no som do grupo não é de hoje. A faixa ‘Do What I Want’ (2025) usa um sample de ‘Tati e as Gulosas’, clássico da coletânea Furacão 2000, com os icônicos bordões ‘as novinhas’ e ‘como que ela vai’ — cantados a plenos pulmões pela galera no show. E o álbum solo de Joohoney, INSANITY, trouxe a parceria com o duo Tropkillaz na faixa ‘Bite’, com os brasileiros creditados como arranjadores. ‘Eu estou até agora chocado que vocês cantaram a parte do funk de Do What I Want. Só o Brasil poderia entregar isso’, disse ele.

A noite também foi uma aula sobre o debate que ainda divide a cena do K-pop: voz ao vivo versus coreografia intensa. O MONSTA X mostrou, mais uma vez, que não precisa escolher. Estabilidade vocal, controle de respiração no meio de danças pesadas e harmonias entre os cinco timbres — sem exagero de autotune ou IA — provaram que senioridade e talento bem lapidado por mais de uma década resultam numa experiência que nenhuma tendência momentânea consegue substituir. Microfone ligado nunca vai sair da trend.

‘Fazem 7 anos desde o nosso último show no Brasil e eu garanto que a gente não vai demorar tudo isso para voltar!’, prometeu Kihyun. E ‘Nós fomos muito felizes hoje’, completou Shownu, no discurso de encerramento. A gente também, Shownu. A gente também — e já estamos contando os dias.

BIGBANG está de volta: turnê mundial de 31 shows celebra 20 anos de história do K-pop

G-Dragon, Taeyang e Daesung percorrem estádios na Ásia, Europa e EUA a partir de agosto de 2026

Vinte anos. Esse número diz tudo sobre o peso do que o BIGBANG representa para o K-pop e para toda uma geração de fãs que cresceu ouvindo Fantastic Baby, Bang Bang Bang e tantos outros hinos. A espera acabou — e a volta vai ser em grande estilo.

G-Dragon, Taeyang e Daesung anunciaram uma turnê mundial de 31 datas em estádios, batizada como celebração do 20º aniversário do grupo. Os shows começam em 21 de agosto, com três noites no Estádio Goyang, na Coreia do Sul, e se estendem até fevereiro de 2027, percorrendo EUA, Europa, Ásia e Austrália. É a primeira turnê do BIGBANG desde 2017 — quase uma década de saudade represada.

De Seul ao mundo: por que essa turnê é diferente de tudo

O timing não é à toa. O trio acabou de sacudir o Coachella 2026, reacendendo a chama dos V.I.P.s ao redor do planeta e provando que a força do grupo não envelheceu nem um segundo. A promotora AEG Presents, gigante do mercado de shows ao vivo, está por trás da operação — o que garante a escala e a estrutura que uma celebração desse porte exige.

A história do BIGBANG é inseparável da história do K-pop global. Lançados pela YG Entertainment em agosto de 2006, foram o primeiro grupo do gênero a ganhar o prêmio de Melhor Artista Mundial no MTV EMA, em 2011, e o primeiro a emplacar um álbum no Billboard 200, em 2012. Eles não abriram portas — eles derrubaram paredes.

O título oficial da turnê e os links de ingressos ainda serão divulgados, mas os V.I.P.s já podem se cadastrar na plataforma oficial b.stage para receber as atualizações em primeira mão. Não deixa pra depois — estádios lotam rápido, e a gente sabe que esse fandom não brinca em serviço.

Serviço — Turnê Mundial BIGBANG 2026/2027

21, 22 e 23/08 — Goyang, Coreia do Sul — Goyang Stadium
05/09 — Oakland, EUA — Oakland-Alameda County Coliseum
11/09 — East Rutherford, EUA — MetLife Stadium
19/09 — Paris, França — Stade de France
26/09 — Londres, Reino Unido — Tottenham Hotspur Stadium
10 e 11/10 — Taipé, Taiwan — Taipei Dome
17/10 — Singapura — National Stadium
24 e 25/10 — Hanói, Vietnã — Mỹ Đình National Stadium
31/10 — Sydney, Austrália — Accor Stadium
07/11 — Bangcoc, Tailândia — Rajamangala National Stadium
13, 14 e 15/11 — Hong Kong — Kai Tak Stadium
27, 28 e 29/11 — Osaka, Japão — Kyocera Dome Osaka
05 e 06/12 — Nagoia, Japão — Vantelin Dome Nagoya
13, 14 e 15/12 — Tóquio, Japão — Tokyo Dome
26 e 27/12 — Fukuoka, Japão — Mizuho PayPay Dome
09/01/2027 — Kuala Lumpur, Malásia — TM Stadium Nasional
16/01/2027 — Jacarta, Indonésia — Jakarta International Stadium
27 e 28/02/2027 — Kaohsiung, Taiwan — Kaohsiung National Stadium

Seu Jorge, Marina Sena, Ludmilla e mais: as performances do Prêmio da Música Brasileira 2026 em homenagem a Cazuza

Seu Jorge, Ludmilla, Marina Sena e mais artistas prestam tributo ao roqueiro carioca no Theatro Municipal do Rio

Tem homenagem que a gente sente na espinha. Cazuza morreu em 1990, mas suas músicas nunca pararam de circular entre gerações tão diferentes — e o Theatro Municipal do Rio provou isso com força na noite desta quarta-feira (10).

O 33º Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira escolheu o legado do cantor e compositor carioca como fio condutor da noite, e o resultado foi uma série de performances que misturou nostalgia, potência e muita emoção. Seu Jorge, Ludmilla, Marina Sena, Ney Matogrosso, Luísa Sonza, Luedji Luna, Zizi Possi, Lazzo Matumbi e BNegão subiram ao palco para prestar tributo — cada um do seu jeito, cada um com a sua voz.

Uma noite, muitas formas de amar Cazuza

Luísa Sonza trouxe sua energia pra ‘Faz Parte do Meu Show’, enquanto Zizi Possi fez a plateia segurar o choro com ‘Preciso Dizer que Te Amo’. A dupla Lazzo Matumbi e BNegão deu um banho em ‘Ideologia’, e Luedji Luna reinterpretou ‘Mais Feliz’ com toda a delicadeza que ela carrega. O Theatro Municipal, um dos palcos mais históricos do país, serviu de moldura perfeita pra uma noite dessas.

Assista às performances abaixo e escolha a sua favorita — se conseguir.

[Incorporações de vídeo — Seu Jorge, Luísa Sonza, Luedji Luna, Zizi Possi, Lazzo Matumbi e BNegão]

A gente sabe que Cazuza nunca precisou de homenagem pra continuar vivo. Mas noites como essa lembram por que ele é insubstituível — e por que a música brasileira ao vivo ainda tem esse poder de unir o que parece separado.

Tove Lo e Stromae juntos? ‘Des Fleurs’ chega nesta sexta e a gente mal acredita

Parceria inesperada promete ser um dos destaques do pop em 2025

Tem colaboração que a gente não sabia que precisava — e quando aparece, bate forte. Tove Lo e Stromae dividiram um projeto, e o resultado se chama ‘Des Fleurs’. O single chega nesta sexta-feira (12) e já entrou na nossa lista de espera do ano.

A faixa faz parte de ‘Estrus’, o sexto álbum de estúdio da sueca, marcado para 18 de setembro. Tove Lo vem construindo uma carreira que mistura pop eletrônico cru com letras sem filtro desde ‘Queen of the Clouds’ (2014) — e cada disco novo parece um salto ainda maior de ousadia.

Dois mundos que se encontram em uma só faixa

Do outro lado da parceria, Stromae dispensa apresentações: o belga que transformou o francês em língua universal do pop com ‘Alors on Danse’ e ‘Papaoutai’ volta à cena depois de um hiato marcado por problemas de saúde e um retorno triunfal com ‘Multitude’ em 2022. Ver ele ao lado de Tove Lo é exatamente o tipo de encontro inesperado que faz o pop valer a pena.

‘Estrus’ já chegou aquecido: o single anterior, ‘I’m Your Girl Right?’, teve clipe gravado no Brasil — o que, convenhamos, não é coincidência. Tove Lo sabe muito bem o amor que o público brasileiro tem por ela, e parece retribuir com carinho.

Sexta-feira não pode chegar rápido o suficiente. Salva o lembrete, coloca no repetido e vem contar pra gente o que achou de ‘Des Fleurs’.

Bridgit Mendler lança EP surpresa depois de 10 anos longe da música

Seis faixas que viviam em vazamentos chegaram — sem aviso — às plataformas de streaming

A gente nunca esqueceu. Por anos, faixas de Bridgit Mendler circularam em fóruns, playlists clandestinas e pastas de download com nomes enigmáticos — relíquias de um álbum que nunca chegou a existir oficialmente. Pois bem: essa espera de uma década acaba de ganhar um capítulo novo e completamente inesperado.

Nesta quarta-feira (10), o EP ‘Once Again…’ apareceu silenciosamente no Spotify e no Apple Music. Seis faixas — Flowers, Cold, Mercy, Long Run, Loyalties e Oxygen — que os fãs mais antigos já cantavam de cor, mesmo sem nunca terem sido lançadas de forma oficial. A crença geral é que essas músicas foram gravadas por volta de 2016, logo após o single ‘Nemesis’, último registro fonográfico antes do sumiço.

O álbum fantasma que voltou assombrar as plataformas

O que torna tudo mais intrigante é o silêncio total da artista. Até agora, Bridgit não postou nada, não deu entrevistas, não mandou nem um emoji. Ninguém sabe ao certo se o lançamento foi planejado, se é um vazamento ‘autorizado’ ou se alguém simplesmente apertou o botão errado. Seja como for, o resultado é real: as músicas estão lá, e os streams já estão rolando.

Quem acompanhou a trajetória dela sabe que Bridgit não foi só a garota do Disney Channel. Ela construiu uma carreira pop sólida com Hello My Name Is… (2012) e chegou a encher shows com uma energia que poucos esperavam de uma ex-estrela teen. Só que o mundo acadêmico chamou mais alto — e ela foi fundo: hoje, Bridgit é CEO da Northwood Space, startup de tecnologia de comunicação via satélite. Sim, literalmente trocou o palco pelo espaço.

Se isso é um retorno, uma despedida ou só um capítulo solto dessa história, a gente ainda não sabe. Mas ‘Once Again…’ já é um dos lançamentos mais surpreendentes do ano — e definitivamente merece seus fones de ouvido agora.