HEYOON traz sua energia solo pro Brasil em dezembro — ex-Now United com projeto novo e cheio de atitude

HEYOON traz sua energia solo pro Brasil em dezembro — ex-Now United com projeto novo e cheio de atitude

Depois de cinco anos brilhando no Now United — aquele grupo pop global que lotava estádios mundo afora — HEYOON tá chegando com projeto solo e a gente já tá sentindo a energia diferente. Não é mais aquela dinâmica de grupo; é a tal da liberdade criativa que ela tanto falou em entrevistas.

A sul-coreana anunciou as datas da turnê ‘seriously on tour’ que já começa no final do ano. Saindo de Santiago, no Chile (28 de novembro), ela vem direto pro Brasil com três paradas que prometem bombar:

  • Fortaleza (CE) — 2 de dezembro
  • Rio de Janeiro (RJ) — 4 de dezembro
  • São Paulo (SP) — 6 de dezembro

A gente sabe que quem acompanhou HEYOON no Now United já tem carinho estabelecido por aqui. Mas agora é diferente — ela volta com rosto próprio, com o EP ‘seriously unserious’ fresh do forno (lançado em 2026) e uma proposta que grita liberdade em cada nota.

Um EP pensado pra pista, feito com quem a gente ama

O disco dela é exatamente o que o nome promete: música séria que não leva nada tão a sério. Pistas de dança, produção moderna, aquele clima de ‘vamo soltar a criatividade’ que caracteriza essa nova fase. E tem mais — ela gravou ‘swipe’, uma parceria com Lou Garcia, artista brasileira que reflete justamente essa ligação que HEYOON construiu com o público daqui durante o Now United.

‘A faixa reflete a proximidade da sul-coreana com os fãs no Brasil’

Traduzindo: é um recado de quem não esqueceu de quem a apoiou. E é esse clima divertido, descontraído e envolvente que ela vai levar aos palcos brasileiros em dezembro.

Vale lembrar que HEYOON não é só música — ela já desfilou em Paris Fashion Week e chamou atenção de veículos como Nylon, The Hollywood Reporter e PAPER Magazine. A galera é multi, mesmo. Mas o show é sempre sobre a música, claro.

Serviço

HEYOON — Turnê ‘seriously on tour’

  • 📍 Fortaleza — 2 de dezembro
  • 📍 Rio de Janeiro — 4 de dezembro
  • 📍 São Paulo — 6 de dezembro
  • 🎫 Ingressos: datas de venda a confirmar
  • ⏰ Horários: a confirmar

Acompanha o Instagram @heyoon_jeong para updates. E se você quer ouvir o EP completo antes, ‘seriously unserious’ tá em todas as plataformas.

Budang leva o hardcore de Floripa pro Lollapalooza 2027 — e a gente quer ver isso

Budang leva o hardcore de Floripa pro Lollapalooza 2027 — e a gente quer ver isso

Tem coisa melhor que acompanhar uma banda desde antes dela estourar? Pois é — a Budang ganhou o prêmio de revelação do TMDQA! em 2025 e agora está oficialmente no line-up do Lollapalooza Brasil 2027. Aquele festival que reúne os melhores nomes do planeta em São Paulo, nos dias 19, 20 e 21 de março, no Autódromo de Interlagos. A gente adora ver uma banda pesada ganhando espaço em um palco desse tamanho.

A formação é direto de Florianópolis, Santa Catarina, e traz uma mistura que combina Hardcore com Groove Metal — aquele som que derruba qualquer estrutura. No vocal, Léo Brah, que também passou pela galera do Pele Fria, e uma banda que não tira o pé do acelerador. É o tipo de representação que a cena pesada brasileira merecia ganhar em um palco nacional.

15 anos de Lolla no Brasil — e essa é uma edição especial

A programação de 2027 é séria. Enquanto a Budang segue esse caminho de crescimento, o festival reúne Travis Scott, Charli XCX, The Killers, David Guetta, Queens of the Stone Age, The Neighbourhood e The Prodigy. É aquele evento que junta público de tudo quanto é idade e estilo — desde quem ama indie até quem vive no mosh pit. A gente sabe que a proposta sempre foi essa: criar um espaço onde artistas consolidados e nomes de outras cenas convivem no mesmo lugar.

Se você quer estar lá no Autódromo em março, os ingressos estão abertos pela Ticketmaster Brasil. Tem venda on-line e bilheteria física oficial — vale consultar o site para valores, setores e toda a logística.

Antes de ir, aproveita e coloca ‘Magia’, o disco lançado pela Budang em 2025, para tocar. Promete preparar bem a energia para quando a gente se encontrar lá no festival.

Medulla volta com tudo: os irmãos gêmeos que trocaram segurança profissional pela coragem de recomeçar

Medulla volta com tudo: os irmãos gêmeos que trocaram segurança profissional pela coragem de recomeçar

Tem coisa mais assustadora do que pausar algo que define quem você é desde os 12 anos? Medulla encarou isso de frente em 2018. E agora, com ‘No Dia Que Tudo Mudou’, os irmãos gêmeos Keops e Raony estão de volta — mas completamente diferentes do que saíram.

Oito anos. Foram oito anos longe da música, mergulhados em direção criativa para marcas, audiovisual, campanhas. A carreira fora do Medulla tomou conta. Salários bons, segurança, reconhecimento. E aí vem a reviravolta: foi necessário abrir mão de tudo isso pra voltar 100% pro projeto. Coragem é um nome bonito pra isso.

O dia que ninguém esperava

Mas tem mais. Tem um dia específico que marca essa transformação toda. Raony (Raw) estava filmando um clipe importante de funk quando caiu de um buraco de seis metros de altura. ‘Fiquei um bom tempo no chão sem conseguir me mexer muito bem’, conta. No meio do caos, Hariel — que tem um irmão com o mesmo nome — apareceu pra salvar. Uma coincidência que parece roteiro.

‘Eu tava vivendo uma época muito difícil e esse dia serviu para me dar luz ao sonho, à vontade de viver, ao propósito.’ Não é só retorno. É ressurreição mesmo.

O disco reúne composições de até dez anos atrás, mas carregadas de novos significados. Vulnerabilidade pura. Porque Medulla aprendeu que ‘a gente se conecta na vulnerabilidade’, como citam Brené Brown. Cada música é um propósito diferente, uma forma de devolver pro mundo aquilo que a música sempre fez por eles.

Quando criatividade vira experiência

Mas a volta não é aquela coisa tradicional de ‘novo disco, divulga nas redes’. Medulla montou audições pré-álbum que parecem instalações: ouviram o álbum lavando roupa numa lavanderia cool em São Paulo (Soap Club), correndo no Minhocão com a Bad Running, e numa cenografia participativa na Casa Cósmica onde o público mesmo montava o cenário enquanto escutava tudo.

Isso não é marketing. É design de experiência. ‘Essa visão ampliou nossa maneira de falar com a nossa comunidade’, dizem. Porque os gêmeos cresceram numa geração MTV, com pai desenhista, sempre produzindo seu próprio audiovisual. A multiplicidade deles — música, direção criativa, audiovisual — não é necessidade dos novos tempos. É escolha natural de quem sempre foi assim.

Enquanto muita gente reclama do que a música perdeu no digital, Medulla enxerga expansão. ‘Parece que ouvimos música de maneiras mais múltiplas agora’. A curadoria não é mais restrita. E tem um detalhe importante que eles deixam claro: os formatos vão mudar, mas só tem um elemento necessário pra fazer arte. Um artista.

E aqui estão dois. Taurinos pernambucanos intensos, apaixonados, que escolheram mergulhar novamente. A medula deles é mesmo a parceria de irmãos. E agora todo mundo pode sentir isso.

Johnny Marr volta ao Brasil depois de 11 anos: ‘Não dá para competir com um mito’

Johnny Marr volta ao Brasil depois de 11 anos: 'Não dá para competir com um mito'

A gente conhece aquela sensação: quando um artista que marcou época resolve seguir em frente, simplesmente segue. E Johnny Marr nunca foi de ficar confortável vivendo do passado — mesmo que esse passado seja praticamente inesgotável.

Nesta semana, em conversa exclusiva com o TMDQA!, o guitarrista de Manchester falou sobre The Age of Everything, seu quinto álbum solo lançado em 2 de outubro. Dez faixas que o próprio Marr definiu como o trabalho mais catártico de sua carreira, sonoridade urbana e tudo. A ideia por trás? Aquela sobrecarga que a tecnologia espalhou pela cultura — mas também as possibilidades infinitas que ela oferece.

O que é legal demais: antes de gravar no estúdio, Johnny tocou essas músicas inéditas para o público em turnês americanas. Às vezes oito de dez faixas. Parece coisa dos anos 50, mas funciona. No palco você descobre rápido se um verso está bom mesmo ou se o título precisa mudar. Não tem onde se esconder.

A Conversa Com o Baixo (E a Sombra de Andy Rourke)

A gente sabia disso, mas Johnny deixou bem claro na entrevista: desde os tempos de adolescência ao lado de Andy Rourke em The Smiths, sua guitarra sempre conversou com o baixo de uma forma muito particular. Passou todos os dias tocando com Andy, e os dois se desenvolveram musicalmente juntos — uma via de mão dupla que moldou tudo depois.

‘O Andy e eu estávamos tocando juntos até nos meses antes de ele morrer. Ele esteve na minha casa, no estúdio… As linhas de baixo do Andy são tão próximas de mim que muitas vezes, quando estou tocando baixo, acho que tenho, do meu jeito, um pouco do mesmo tipo de estilo do Andy’

Nos discos solo, Johnny ainda escreve as linhas de baixo — depois deixa seu baixista atual, Iwan Gronow, interpretar como um verdadeiro baixista. Nos sons de The Age of Everything, faz diferença. Em “It’s Time”, aquela música inspirada enquanto corria por Londres, a conversa entre guitarra e baixo é tão natural que parece conversa de gente que passou a vida inteira tocando junto. Porque passou mesmo.

Voltar ao Brasil é Voltar a Ser Ouvido de Verdade

Johnny não vinha por aqui desde 2015 — e a última vez antes disso foi Lollapalooza 2014, quando Andy ainda estava tocando com ele. Depois de 11 anos, ele volta em 24 de novembro no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Primeira apresentação solo de Marr por aqui desde aquela época.

Na conversa, ele falou sobre aquela coisa única que rola nos shows daqui: as pessoas cantam os riffs. Literalmente. Antes dele começar a cantar “Upstarts” em 2014, a plateia já tava cantando. Isso impressiona quem toca — porque diz tudo sobre como a gente se conecta com guitarra, como isso faz parte da nossa cultura de verdade.

E sim, ele vai tocar músicas novas do disco. Mas também não dá pra ir pra um show de Johnny Marr e não ouvir The Smiths. Ele próprio deixou isso claro: seria estranho demais fazer um show só de músicas antigas. Quando você vê David Byrne do Talking Heads, é bom que ele toque umas faixas da banda. Mas não o show inteiro.

Sobre concorrer com a própria mitologia dos Smiths, Johnny tem a resposta perfeita:

‘Não dá para competir com um mito. Você não pode competir com a mitologia, nunca vai ganhar. Então eu olho em volta, para os meus pares, e me pergunto: o que eu estou fazendo oferece uma alternativa e é tão bom quanto?’

Isso é a diferença entre viver do passado e construir o presente. Johnny escolheu a segunda opção há muito tempo.

Serviço

Johnny Marr em São Paulo
📅 24 de novembro de 2026
📍 Tokio Marine Hall, São Paulo
🎟️ Realização: Balaclava Records

Sempre Existe Um Porém finalmente soa como banda — ouça ‘Entre Planos’, o EP que 15 anos esperou

Sempre Existe Um Porém finalmente soa como banda — ouça 'Entre Planos', o EP que 15 anos esperou

Tem coisa que a gente só entende vivendo. Raphael Mancini começou a Sempre Existe Um Porém sozinho no quarto em 2012, tocando tudo sozinho, falando de fim de relacionamento. Eram sete faixas gravadas no mais puro home studio possível. Quinze anos depois, em 2026, ele finalmente colocou um quarteto de pé e entrou no estúdio como nunca havia entrado antes.

Essa é a história de Entre Planos, o novo EP que acaba de chegar com seis músicas e, meu Deus, que diferença faz ter gente ao lado. O baixista Cássio Bittencourt e o baterista Cauê Abrão — que já rodeavam desde 2016 — agora têm companhia do guitarrista Pedro Reis. E tudo isso passou pelas mãos de Gabriel Zander, produtor que mexeu na mixagem e masterização com a expertise de quem já trabalhou com Menores Atos e conhece Foo Fighters na veia.

Quando os anos 90 encontram a realidade de 2026

A gente sente Dave Grohl respirando em ‘Não Sou Daqui’, a abertura do EP. Silverchair vem forte em ‘Longe de Tudo’. Mas aqui está o detalhe que importa: isso não é uma cópia com delay — é um quarteto paulista entendendo que grunge e pop punk continuam tendo espaço em 2026, só precisa de produção que respeite o som. ‘Esquece’ e ‘Além do Que Pareço’ exploram essas influências até encontrar um lugar só deles, misturando pop rock com aquela energia dos arranjos que não deixam a coisa ficar morna.

O título já explica tudo: ‘Entre Planos’ nasce desse lugar em que a gente tenta equilibrar todos os pratinhos enquanto a vida nos obriga a criar planos A, B, C e até D’. É sobre continuar criando música mesmo quando aparece um porém no caminho. E convenhamos, depois de tanto tempo, todo porém virou capítulo dessa história.

A sessão ao vivo do Family Mob que saiu em 2024 já tinha deixado a gente com água na boca. Mas isso aqui? Isso é o quarteto confirmando que merecia estar junto desde o começo. Se você ainda não conhecia Sempre Existe Um Porém, esse é o momento. Se conhecia, prepare-se para ouvir por que tanto tempo valeu a pena.

Ouça ‘Entre Planos’ agora

O EP já está em todas as plataformas. Vai de Spotify, Apple Music, YouTube Music — qualquer lugar que você escuta música, o quarteto está lá com essas seis faixas que tomaram 15 anos para soar assim. Aperta play e deixa Gabriel Zander fazer sua mágica nos fones.

Fim de uma era: Ian Hill se despede do Judas Priest após 57 anos de puro metal

Fim de uma era: Ian Hill se despede do Judas Priest após 57 anos de puro metal

Cinquenta e sete anos. É o tempo que Ian Hill dedicou ao Judas Priest — mais de meio século tocando nas maiores palcos do mundo, gravando discos que moldaram o heavy metal moderno. Ontem, a notícia que ninguém queria ouvir: ele está se aposentando.

Hill é o segundo membro mais antigo em atividade da banda (apenas Glenn Tipton o precede), mas é praticamente uma instituição viva no Judas Priest. Entrou em 1970 e foi um dos únicos dois que gravaram todos os álbuns da banda — ao lado do guitarrista Tipton. Isso significa discos históricos como British Steel, Point of Entry e até o recente Firepower. A gente não está falando de um músico qualquer aqui.

A carta que comoveu a comunidade metal

Em comunicado postado nas redes sociais, Ian foi direto e honesto sobre sua decisão. Durante anos, quando perguntado sobre o futuro, ele sempre respondeu: ‘até que minhas performances sofram’. E agora, com artrite em estágio avançado no ombro esquerdo, mão direita e ambos os joelhos, além de um tendão rompido recentemente, ele reconheceu: essa hora chegou.

“Ainda que eu tenha sido capaz de gravar linhas de baixo para o novo álbum, havia questões sobre eu conseguir completar a recente turnê pela Europa sem incidentes… Não há nenhuma garantia de que eu terei força suficiente no meu ombro/braço para fazer um show inteiro no palco.”

O que torna tudo ainda mais poderoso é o motivo final. Depois de negligenciar sua vida familiar por 57 anos — aquela frase nos pegou forte — Ian quer compensar o tempo perdido com quem ama antes que seja tarde demais.

O Judas Priest respondeu com uma nota oficial igualmente tocante: ‘É com o coração pesado que publicamos essa mensagem… ele tem sido a espinha dorsal do Judas Priest por tanto tempo e sua falta será muito sentida por todos nós’.

Quem fica com o baixo?

A escolha para substituir Ian não é qualquer uma. Davey Rimmer, do Uriah Heep e da banda Elegant Weapons, já tinha feito testes quando Hill precisou se afastar durante a turnê europeia — justamente quando rompeu o tendão em Bruxelas. Rimmer entrou em campo de última hora em Londres e passou no teste máximo: executou toda a setlist com tranquilidade. Ian mesmo abriu a mão para o colega: ‘Ele é um grande baixista, e um rapaz genuinamente legal que vai encaixar perfeitamente’.

A formação atual do Judas Priest segue sólida com Rob Halford (vocais), Glenn Tipton (guitarra), Richie Faulkner (guitarra desde 2011), Scott Travis (bateria desde 1989) e agora Rimmer fechando o time. A banda tem uma turnê programada e promete continuar levantando o metal ao vivo.

Mas a verdade é: uma era encerrou. Ian Hill foi heavy metal de verdade — aquele cara que estava lá no começo, gravou todos os discos, tocou para gerações de headbangers. Nem todo artista consegue saber na hora certa quando é hora de descer do palco com a cabeça erguida. Ian Hill acabou de fazer isso. Respeito.

Nick Valensi, Aziya e Mr Hudson fizeram algo que ninguém esperava — e é lindo demais

Nick Valensi, Aziya e Mr Hudson fizeram algo que ninguém esperava — e é lindo demais

Tem coisa melhor do que quando artistas se encontram sem nenhum press release forçado? Nick Valensi (The Strokes), Mr Hudson e a cantora Aziya entraram no estúdio só pra explorar, experimentar, sem aquele peso de ‘isso tem que bombar’. E aí saiu ‘Scream Your Name’, um negócio que desacelera em saxofones e explode em guitarras distorcidas.

A música é uma jornada melancólica sobre aquele relacionamento que você sabe que não deveria estar vivendo — mas segue ali. Aziya descreve bem:

‘É uma ode ao jogo de atração e repulsa de um relacionamento no qual você definitivamente não deveria estar’

. E tem um detalhe que a gente ama: ela quis que tudo isso tivesse ironia, sabe? Falar de toxicidade mas com leveza. Ela explicou melhor:

‘Acho que essa música é como os saxofones, a calmaria antes da tempestade, que vai ficando cada vez mais alta até você finalmente desistir ou partir para a décima rodada’

.

Sick: a gravadora que está reimaginando as colaborações

Esse single é o segundo lançamento da Sick, uma gravadora criada por Carré Callaway (Queen Kwong), Darian Zahedi e Nick Hinman. A missão deles é simples mas revolucionária: reunir artistas de gerações, gêneros e cidades diferentes para criar single colaborativos sem aquele contrato eterno que sufoca. Não importa se você é independente ou tá em major — a Sick quer sua energia.

O primeiro single, ‘PULS.zip’, já tinha juntado Lee Kiernan (IDLES) com o produtor RIS-707 lá do Tóquio. Agora vem Nick Valensi. A intenção é clara:

‘Quero que a Sick fomente uma comunidade e uma cena. Quero que ela nos ajude a voltar às raízes, a encontrar autonomia e apoio de outros artistas’

, disse Callaway. E tem mais:

‘Estamos dando o nosso melhor com Sick’

, mesmo sem saber se vai dar certo. Porque assim é — todo bom artista corre risco.

‘Scream Your Name’ está em todos os streaming agora. Se você gosta de guitarra que dói, de histórias que machucam e de colaborações que fazem sentido, essa é a sua parada. A Sick acabou de avisar: a gente tá vivendo um momento onde artistas sérios estão recuperando o controle — e criando coisas lindas no caminho.

Alanis Morissette traz presentes de Natal — e sim, Brandi Carlile está neles

Alanis Morissette traz presentes de Natal — e sim, Brandi Carlile está neles

A gente nunca esquece daquele Jagged Little Pill que virou trilha sonora da nossa raiva nos 90s. Pois bem: Alanis Morissette agora quer virar a trilha sonora do seu Natal. E não é qualquer disco de presépios — é um projeto que respira com a mesma intensidade emocional que a gente conhece dela.

Alanis acaba de confirmar Good Weather for Immaculate Conception, seu primeiro álbum de Natal, com chegada marcada para 6 de novembro. São 14 faixas que misturam clássicos natalinos (o O Holy Night que toda gente ama) com originalidades suas: ‘Christmas on the Dance Floor’ e ‘To an Empath at Christmas Time’ são inéditas e prometem aquele toque introspectivo que é marca dela.

Brandi Carlile, Steve Martin e companhia em versão festiva

Mas o melhor: a mulher trouxe reforços pesados. Brandi Carlile e Steve Martin aparecem juntos em ‘Beautiful Star of Bethlehem’ — essa já tá disponível pra você escutar agora e confirmar o privilégio. Martin Short (sim, aquele ator-comediante) participa de uma faixa. Amythyst Kiah e Joy Oladokun entram na festa. E tem mais: o Trans Voices, o primeiro coral profissional transgênero do Reino Unido, traz a sua força em ‘O Tannenbaum’.

No repertório ainda cabem releituras de outros nomes — ‘River’ de Joni Mitchell, ‘Last Christmas’ do Wham! — aquele tipo de escolha que só funciona quando a gente tem credibilidade artística mesmo.

Serviço

Good Weather for Immaculate Conception
Lançamento: 6 de novembro de 2026
Produção: Alanis Morissette e colaboradores

Show em Los Angeles
Alanis também faz apresentações de seu espetáculo Butterfly With a Machete a partir de 5 de novembro no YouTube Theater, Los Angeles (CA).

Aproveita que ela tá em alta — foi incluída no Songwriters Hall of Fame recentemente e continua provando que as lendas não viram relíquia, não. Elas só evoluem.

Ella Langley cancela show em Tulsa por ameaça à segurança: ‘A segurança de vocês sempre será mais importante’

Ella Langley cancela show em Tulsa por ameaça à segurança: 'A segurança de vocês sempre será mais importante'

Quando um artista coloca a segurança dos fãs acima de tudo — até acima de um show que toda a equipe esperava — a gente sabe que estamos falando de alguém que entende o que significa estar no palco com responsabilidade.

Ella Langley cancelou seu show em Tulsa, Oklahoma, na última sexta-feira (9 de outubro) devido a uma ‘séria ameaça à segurança’ aos fãs, à equipe do local e de sua equipe. O anúncio veio horas antes da abertura dos portões do BOK Center, quando tudo já estava pronto.

Quando a segurança vem em primeiro lugar

Em um comunicado nas redes sociais, Ella foi bem clara sobre a decisão difícil:

‘Devido a uma grave ameaça à segurança dos meus fãs, da equipe do local e da minha equipe, a decisão extremamente difícil de cancelar o show desta noite foi tomada’

. Ela ainda completou:

‘Sei o tempo, as viagens, o dinheiro e o planejamento necessários para vir a um show, e não consigo expressar o quanto sinto muito’

.

O que mais chamou atenção foi a firmeza dela:

‘Eu estava muito ansiosa para passar esta noite com vocês, mas a segurança de vocês sempre será mais importante para mim do que qualquer outra coisa. Me recuso a colocar qualquer pessoa em perigo’

. O BOK Center reiterou a decisão, afirmando que ‘a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos são nossa prioridade absoluta’. Reembolsos dos ingressos serão divulgados em breve.

Ella está na reta final de sua turnê Dandelion, que encerra no dia 31 de outubro em Saint Paul, Minnesota. Durante toda a temporada, ela escolheu abrir o shows apenas com mulheres — um gesto que reflete seu compromisso com a diversidade do country. Kaitlin Butts era quem abriria o show de Tulsa.

Isso é show business de verdade: saber quando é hora de subir no palco e quando é hora de proteger quem você ama.

Rolling Stones de volta ao estúdio: Mick Jagger já está compondo o que pode ser a próxima trilogia da banda

Rolling Stones de volta ao estúdio: Mick Jagger já está compondo o que pode ser a próxima trilogia da banda

Três meses. Isso é tudo que o Rolling Stones precisou para voltar ao estúdio depois de lançar Foreign Tongues, seu 25º álbum de estúdio. E a gente tá falando de uma banda que conhece melhor que ninguém o peso de estar sempre reinventando a roda do rock.

O saxofonista britânico Courtney Pine foi quem deixou escapar a notícia em uma entrevista para a BBC Radio 3 (que vai ao ar neste domingo, 11). Ele revelou ter gravado com Mick Jagger há poucas semanas. “Acabei de fazer outra sessão com ele [Jagger] há algumas semanas para os Rolling Stones”, disse Pine. “Mick é um artista incrível. Todo aquele universo pop é completamente diferente de tudo o que conheço”.

Não é a primeira vez que Pine trabalha com o vocalista. Lá em 1993, ele já tinha tocado saxofone no álbum solo Wandering Spirit de Jagger. Mas dessa vez, parece que a criatividade tá a mil.

Pode ser trilogia mesmo?

A gente já tinha uma pista disso tudo. Em junho, antes mesmo de Foreign Tongues chegar às lojas, Mick disse à NME que estava escrevendo constantemente e que sim, poderia ser uma sequência de três álbuns. “Já comecei a escrever músicas, de qualquer forma”, respondeu quando questionado sobre a possibilidade de uma trilogia.

Mas aqui tá o detalhe important: nem tudo que Jagger escreve vai ser para os Stones. “Quando você escreve uma música, às vezes decide: ‘Isso não é para mim, mas poderia ser para o Red Hot Chili Peppers’, ou algo assim”, explicou. “Tenho muita coisa, e nem tudo é adequado para os Rolling Stones. Isso não deveria me impedir de continuar escrevendo”.

Ou seja: a criatividade tá rolando fácil, mas a gente vai ter que esperar para saber o que vai sair do forno. Por enquanto, nenhuma confirmação oficial sobre um novo álbum. Mas com Courtney Pine gravando saxofone e Mick em modo compositor full-time? A gente tem razão para ficar de olho aberto.

Os Stones provaram em Foreign Tongues que ainda têm gás para fazer rock que importa. Agora a pergunta é: quanto mais gás eles têm?