23 mil vozes, uma só música: Djavan transforma a Pedreira Paulo Leminski em experiência inesquecível

Show 'Djavanear – 50 Anos. Só Sucessos' esgota ingressos e transforma o icônico anfiteatro de Curitiba num imenso coral a céu aberto

Cinquenta anos de carreira não são contados em números — são sentidos. E quem esteve na Pedreira Paulo Leminski na noite do último sábado (13) sabe exatamente o que isso significa. Djavan chegou a Curitiba pela primeira vez naquele palco histórico e transformou o frio cortante da cidade num calor que só a música ao vivo consegue provocar.

O show ‘Djavanear – 50 Anos. Só Sucessos’ reuniu aproximadamente 23 mil pessoas num espaço que já recebeu nomes como Paul McCartney, Roger Waters e Guns N’ Roses. E, pela primeira vez, o alagoano de 77 anos que reinventou a MPB com jazz, samba e sofisticação harmônica fez sua estreia naquele anfiteatro natural encravado na pedreira de Curitiba — e esgotou os ingressos.

A noite começou com um detalhe que só quem estava lá vai lembrar: antes das luzes se acenderem, o público assistiu à estreia do Brasil na Copa do Mundo. Terminou o jogo, entrou a banda, tocou o instrumental de ‘Improviso’ — e os primeiros acordes de ‘Sina’ bastaram para que 23 mil pessoas virassem um só coro.

De ‘Eu Te Devoro’ a ‘Oceano’: uma viagem de cinco décadas em duas horas

‘Sina’, ‘Eu Te Devoro’, ‘Boa Noite’, ‘Cigano’ — o repertório caía uma por uma como peças de um quebra-cabeça que todo mundo já sabia montar. A banda que acompanha Djavan merece reverência: piano, teclados, metais, baixo, bateria, guitarras e vocais de apoio construíram arranjos sofisticados sem roubar nem um segundo do protagonismo das canções.

Mas o momento que parou a Pedreira foi outro. Djavan caminhou até a ponta da passarela, sentou num banco com o violão no colo e ficou sozinho diante de milhares de pessoas. O estádio inteiro pareceu diminuir de tamanho. Foi nesse silêncio que chegou ‘Meu Bem Querer’ — e a plateia assumiu a canção como se fosse dela. Logo depois veio ‘Oceano’, eternizada como trilha de ‘Top Model’, a novela de Malu Mader que foi um dos maiores ibopes da história da Globo. Centenas de celulares subiram ao mesmo tempo. Não precisou de estímulo nenhum.

A sequência seguiu com ‘Lambada de Serpente’ e ‘Mal de Mim’, mantendo a atmosfera intimista antes da banda voltar completa ao palco. E teve ainda um momento de forte carga emocional: a trinca ‘Azul’, ‘Açaí’ e ‘O Vento’ serviu como homenagem a Gal Costa, uma das maiores intérpretes da obra de Djavan. A lembrança de Gal emocionou a plateia e deu ao show o tom exato de uma celebração da história inteira da música brasileira.

A gente sabe que 77 anos e mais de duas horas de palco poderiam ser motivo de ressalva. Não foram. Djavan caminhou, ocupou a passarela, dançou discretamente para se aquecer no frio curitibano e manteve uma performance vocal consistente do começo ao fim. As pessoas na plateia comentavam, surpresas, sobre a disposição do cantor. Surpresas — mas no fundo, ninguém duvidava.

Não havia uma faixa etária predominante naquela Pedreira. Jovens, casais, famílias inteiras e fãs dos anos 1970 cantavam juntos, como se todos compartilhassem a mesma história. Porque, de certa forma, compartilham. Esse é o tamanho de Djavan.

Kid Abelha leva público de volta aos anos 80 com nova turnê após 13 anos

Paula Toller, George Israel e Bruno Faustino no palco da turnê 'Eu Tive Um Sonho'

Dia dos Namorados no Rio de Janeiro? Para muita gente, a melhor declaração de amor possível foi estar na Farmasi Arena na noite de sexta-feira (12), de volta aos anos 80, cantando junto com o Kid Abelha. A turnê Eu Tive Um Sonho estreou com tudo — e com lotação esgotada.

Paula Toller, George Israel e Bruno Faustino, trio original da banda, subiram ao palco com a força de quem sabe exatamente o que representa esse reencontro. São 40 anos de história, 13 desde a última reunião, e uma legião de fãs que nunca largou o play em Fixação ou Como Eu Quero. O show atrasou quase uma hora por causa de um acidente nas proximidades do venue, mas a galera não arredou o pé — firme e ansiosa como só fã de verdade consegue ser.

O setlist foi uma viagem completa: 27 faixas que começaram em Lágrimas e Chuva e fecharam com Pintura Íntima, passando por clássicos como Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda, Nada Sei, Grand’hotel e A Fórmula do Amor. Quem estava lá sabe: difícil ficar de braços cruzados.

‘Eu realmente não achava que ia ter mais alguma coisa com o Kid Abelha’

A emoção transbordou no palco também. Para a Billboard Brasil, Paula Toller celebrou o que poucos esperavam:

‘Isso é a coisa mais surpreendente, porque a gente nem esperava ter uma carreira, né? A gente começou tudo sem muita ambição, sabe? E as coisas foram acontecendo muito rápido. Aí passaram-se 40 anos e estamos aqui iniciando essa turnê, um sucesso, ingressos esgotados, um público muito emocionado e a gente também.’

George Israel foi na mesma linha — e ainda lembrou que o cenário atual para a música ao vivo no Brasil tem um peso especial nessa retomada:

‘A gente já passou por alguns momentos de imaginar que chegaria lá, como foi quando tocamos no Rock in Rio. Mas agora foi um marco inesperado, porque eu realmente não achava que ia ter mais alguma coisa com o Kid Abelha. E aí apareceu essa oportunidade em um momento no Brasil em que estamos valorizando os artistas brasileiros, fazendo turnês grandes, com uma estrutura em que a gente nunca tocou, assim, em termos de tamanho, em lugares grandes. Então, eu tô felizão, deu um alívio, né? Porque preparar um show, chegar aqui e ver lotado, as pessoas cantando tudo, é muito lindo.’

A turnê agora percorre o Brasil até outubro — e o Rio ainda ganha data extra em janeiro de 2026. Se você perdeu a estreia, ainda dá tempo de entrar nessa máquina do tempo.

Serviço — Kid Abelha | Turnê Eu Tive Um Sonho

  • 27 de junho — Nubank Parque — São Paulo
  • 11 de julho — Casa de Apostas Arena Fonte Nova — Salvador
  • 25 de julho — Arena BRB Mané Garrincha — Brasília
  • 8 de agosto — Classic Hall — Recife
  • 22 de agosto — Centro de Formação Olímpica (CFO) — Fortaleza
  • 26 de setembro — Beira-Rio — Porto Alegre
  • 10 de outubro — Pedreira Paulo Leminski — Curitiba
  • 17 de outubro — Arena Opus — Florianópolis
  • 24 de outubro — Arena MRV — Belo Horizonte
  • 16 de janeiro — Rio de Janeiro (data extra)

John Summit anuncia show em São Paulo em setembro — e o Rock in Rio também está na agenda

DJ e produtor se apresenta na ARCA no dia 11 de setembro e no Rock in Rio no dia 13

A gente sabia que era só questão de tempo. Os rumores pipocavam nas redes há semanas e, agora, é oficial: John Summit vem ao Brasil em setembro — e não uma, mas duas vezes.

O DJ e produtor norte-americano confirmou show em São Paulo no dia 11 de setembro, na ARCA, casa que virou referência na cena eletrônica da Zona Oeste paulistana. A apresentação faz parte da turnê ‘CNTRL ESCAPE’ — mesmo nome do álbum lançado em abril deste ano, que já movimenta as pistas ao redor do mundo.

https://www.instagram.com/p/[post_m_s_live]/

De ‘Deep End’ aos maiores palcos do planeta — em tempo recorde

Quem acompanha Summit desde o começo sabe que a trajetória é de cinema. A carreira começou em 2017, mas foi em 2020 que o hit ‘Deep End’ colocou o nome dele no mapa. O verdadeiro salto veio em 2023 com ‘Where You Are’, faixa que o jogou de vez nos festivais de primeira linha. Em 2024, o álbum de estreia ‘Comfort in Chaos’ colheu elogios da crítica especializada — e agora, com ‘CNTRL ESCAPE’, ele chega ao Brasil no auge de mais de 12 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

Ouça ‘CNTRL ESCAPE’, de John Summit

Dois dias após o show na ARCA, Summit sobe ao palco do Rock in Rio no dia 13 de setembro — data de encerramento do festival. Ele é o grande destaque do palco New Dance Order, que ainda conta com Roddy Lima, Illusionize e o coletivo Dawn Patrol (formado por Maz, Antdot, Bakka e Riascode). Uma noite e tanto pra quem vive a cena eletrônica.

E se você acha que o hype é só aqui: Summit também é uma das principais atrações do Lollapalooza Chicago 2025, entre 30 de julho e 2 de agosto no Grant Park — sendo o único DJ entre os headliners de um line-up que ainda traz Charli XCX, Lorde, Tate McRae, Olivia Dean, Jennie e The xx. Leia mais sobre isso aqui: John Summit celebra Lollapalooza Chicago e relembra trajetória.

São Paulo, separa o ingresso e aquece as pernas — vai ser noite longa.

Serviço

John Summit — CNTRL ESCAPE Tour
📅 11 de setembro de 2025
📍 ARCA — Zona Oeste, São Paulo/SP
🎟️ Pré-venda (cadastrados Co:Brand): 16 de junho, a partir das 10h
🎟️ Venda geral: 17 de junho, a partir das 10h

John Summit — Rock in Rio 2026
📅 13 de setembro de 2025
🎪 Palco New Dance Order
Line-up: John Summit, Roddy Lima, Illusionize e Dawn Patrol (Maz, Antdot, Bakka e Riascode)

Chris Shiflett assumiu o microfone e fez o punk chorar: Foo Fighters tocou clássico do No Use For A Name

Guitarrista assumiu os vocais durante apresentação da turnê europeia e homenageou Tony Sly

Tem noites que um show vai muito além do setlist. A gente que vive o universo do punk melódico sabe que ver o nome No Use For A Name aparecer no contexto do Foo Fighters é quase irreal — e foi exatamente isso que aconteceu durante a atual turnê europeia da banda.

Em Oslo, na Noruega, Dave Grohl e companhia trocaram os solos instrumentais de apresentação dos integrantes por algo bem mais especial: cada membro foi às raízes musicais que o formaram. E foi aí que Chris Shiflett pegou o microfone, encarou a arena e entregou uma performance de ‘Invincible’, hino absoluto do No Use For A Name.

De Fat Wreck Chords para os palcos do mundo: a história que poucos contam

Antes de entrar para o Foo Fighters em 1999 e gravar One By One, Shiflett foi peça central na cena punk californiana. Entre 1995 e 1999, ele era o guitarrista do NUFAN — e esteve presente em dois álbuns cruciais pela Fat Wreck Chords: Making Friends (1997), que traz justamente ‘Invincible’, e More Betterness! (1999). Não foi um capítulo menor da carreira. Foi a escola que moldou o músico que Dave Grohl escolheu para o seu lado.

A apresentação de Shiflett não foi apenas um aceno ao próprio passado — foi uma homenagem direta ao legado do No Use For A Name e à sonoridade que ajudou a definir o Hardcore Melódico.

Para os fãs do estilo, o peso do momento vai além da nostalgia. Tocar uma música do NUFAN em um palco de arena é também uma forma de honrar Tony Sly, o lendário vocalista e principal compositor da banda, que nos deixou em 2012 e levou junto as atividades do grupo. Seu impacto segue sendo celebrado — e noites como essa em Oslo provam que o legado dele vive em lugares que nem ele imaginaria.

Quer ver Shiflett em ação com sua antiga banda? Confira o show completo do No Use For A Name no Bizarre Festival de 1998 — exatamente a época em que ele dividia o palco com Tony Sly:

▶ Assista: No Use For A Name no Bizarre Festival 1998

Se você ainda não conhecia esse capítulo da história do Foo Fighters, agora você não tem desculpa. E se já conhecia — bem-vindo ao clube de quem sentiu o coração apertar em Oslo sem nem estar lá.

Karinah homenageia oito damas do samba em nova turnê com shows em SP e Rio

O samba nasceu no colo das mulheres. Lá na casa de Tia Ciata, no Rio do início do século XX, o ritmo resistiu à marginalização e virou a maior potência cultural do Brasil. A gente sabe disso. Mas nem sempre esse legado recebe o tributo que merece — e é exatamente aí que entra Karinah.

A cantora, que trocou o Sul pelo Rio de Janeiro e rapidamente conquistou o respeito dos maiores nomes do gênero, anuncia o projeto ‘Karinah Canta As Damas do Samba’: uma turnê itinerante — que vai virar álbum no segundo semestre — em reverência a oito entidades da nossa música. Elza Soares, Beth Carvalho, Alcione, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Leci Brandão, Jovelina Pérola Negra e Clara Nunes. Nomes que não se discutem.

‘Cantar para mim é missão. Cantar samba para mim é devoção. E homenagear as mulheres que pavimentaram o chão que hoje eu piso com humildade é a minha paixão.’ — Karinah

Encontro de gigantes no Blue Note — com a Banda que foi de Beth Carvalho

A estreia acontece em São Paulo, no Blue Note SP, no dia 18 de junho. E já de cara: Karinah divide o microfone com Leci Brandão, uma das grandes homenageadas da noite. Para além da linha de frente, o que chama atenção é a base: a Banda da Madrinha, grupo que acompanhou Beth Carvalho por anos, estará no palco sob a direção musical de Carlinhos 7 Cordas. Isso não é detalhe — é declaração de intenção.

O repertório é uma viagem afetiva para qualquer fã de samba de verdade. Tem Se Acaso Você Chegasse (na voz de Elza), Mas Quem Disse Que Eu Te Esqueço (Dona Ivone Lara), Água de Chuva no Mar (Beth Carvalho) e Isso é Fundo de Quintal (Leci Brandão). Clássicos que a gente sabe de cor e que ganham novo peso quando cantados por quem entende o que eles significam.

https://www.instagram.com/p/karinah

Depois de SP, no dia 3 de julho, é a vez do Rio de Janeiro receber o espetáculo no Blue Note Rio, em Copacabana — com uma participação especial ainda secreta que promete agitar. Já anota na agenda.

A trajetória de Karinah dentro do samba não deixa dúvida sobre o peso que ela carrega. Dona Ivone Lara uma vez disse a ela:

‘Chega com o coração no miudinho que dá certo, seu canto é bonito.’ — Dona Ivone Lara

Zeca Pagodinho, ao descobrir seu talento, foi além e assinou a produção do álbum Meu Samba (2025) com uma promessa que arrepia:

‘Vou fazer por você o que Beth Carvalho fez por mim!’ — Zeca Pagodinho

https://www.instagram.com/p/karinah2

Alcione a convidou para abrir a turnê de 50 anos de carreira. Neguinho da Beija-Flor a chamou para puxar a escola na avenida. E hoje ela é musa e madrinha de projetos sociais na Estação Primeira de Mangueira. Não é à toa que esse projeto existe — e faz todo sentido que seja ela a fazê-lo.

O primeiro single do álbum chega ainda no segundo semestre: ‘Você Passa Eu Acho Graça’, clássico de 1968 na voz de Clara Nunes — a mesma música que, ainda na infância, despertou o amor de Karinah pelo samba. A história se fecha em círculo, do jeito mais bonito possível.

Dois shows. Oito gigantes homenageadas. Uma cantora com missão declarada. Não faz sentido não estar lá.

Serviço

🎵 KARINAH CANTA AS DAMAS DO SAMBA — SÃO PAULO
Convidada especial: Leci Brandão
📍 Blue Note São Paulo — Av. Paulista, 2073, Consolação
📅 18 de junho de 2026, às 22h30 (abertura às 19h)
🎟️ A partir de R$ 70 (meia) / R$ 140 (inteira) — Eventim SP

🎵 KARINAH CANTA AS DAMAS DO SAMBA — RIO DE JANEIRO
Participação especial a confirmar
📍 Blue Note Rio — Av. Atlântica, 1910, Copacabana
📅 3 de julho de 2026, às 22h30
🎟️ A partir de R$ 60 (meia) / R$ 120 (inteira) — Eventim RJ

BTS celebra 13 anos com lançamento de ‘Come Over’ nas plataformas — e o Brasil está nos planos

Faixa antes exclusiva de edições deluxe em vinil de 'Arirang' chega ao streaming no aniversário de debut do grupo

Treze anos. Uma geração inteira cresceu com o BTS, e a gente sabe que esse número não é só uma data no calendário — é uma marca emocional pra milhões de Armys ao redor do mundo. E o grupo não deixou a data passar em branco.

Nesta sexta-feira (12), o BTS liberou ‘Come Over’ em todas as plataformas de streaming. A faixa tinha vida restrita até agora: só quem investiu nas edições deluxe em vinil de Arirang — o quinto álbum do grupo, lançado em março deste ano — conseguia ouvi-la. Com o aniversário de debut chegando (13 de junho de 2013, pra quem quer marcar na agenda), faz todo sentido abrir essa porta pra todo mundo.

Uma música que nasceu do reencontro

Tem contexto emocional pesado aqui. ‘Come Over’ reflete exatamente o que foi o período pós-serviço militar obrigatório na Coreia do Sul — uma pausa forçada que separou os sete membros por um longo tempo. Os próprios integrantes descrevem a faixa como algo que

‘captura suas emoções sinceras’

diante dessa reunião. Não é só uma música: é um registro de saudade e volta.

E por falar em reencontro, o BTS está em turnê mundial com Arirang — e o Brasil está confirmado. Três datas no estádio MorumBIS, em São Paulo: 28, 30 e 31 de outubro. Não bastasse isso, o nome do grupo circula forte nos bastidores do Todo Mundo no Rio, o festival que tomou Copacabana. O Secretário de Cultura do Rio de Janeiro, Lucas Padilha, foi direto numa entrevista recente:

‘Se não for diva pop, tem que ser BTS.’

A torcida já está feita.

Corre ouvir ‘Come Over’ agora — e vai preparando o coração pro outubro mais k-pop da história do Brasil. 🎶🇧🇷

Serviço

BTS — Turnê Arirang
📍 Estádio MorumBIS — São Paulo, SP
📅 28, 30 e 31 de outubro de 2025
🎟️ Informações de ingressos em breve nos canais oficiais do grupo

Rush toca ‘Moving Pictures’ na íntegra no 3º show da turnê de reunião

Geddy Lee e Alex Lifeson executam álbum clássico de 1981 do começo ao fim no Kia Forum, em Los Angeles

Quinze anos. Foi quanto tempo a gente esperou para ver o Rush de volta aos palcos. E quando finalmente aconteceu, a banda canadense decidiu que não bastava apenas aparecer — era preciso fazer história a cada noite.

Na quinta-feira (11), durante o terceiro show da turnê Fifty Something no Kia Forum em Los Angeles, Geddy Lee e Alex Lifeson foram além de qualquer expectativa: tocaram Moving Pictures (1981) na íntegra, do primeiro ao último acorde. O álbum mais vendido da discografia do Rush — e um dos discos de rock progressivo mais influentes de todos os tempos — ganhou uma execução apoteótica diante de uma arena em êxtase.

A noite em que Los Angeles parou para ouvir ‘The Camera Eye’

O segundo set foi inteiramente dedicado ao disco: Tom Sawyer, Red Barchetta, a instrumental cirúrgica YYZ, Limelight e até as faixas menos visitadas ao vivo — a épica The Camera Eye (quase 11 minutos de pura entrega), Witch Hunt e o fechamento com Vital Signs. A última vez que o Rush tinha tocado Moving Pictures completo foi em 2011, na turnê Time Machine. Ou seja: 15 anos de espera por esse momento.

O primeiro set também não deixou nada a dever. Uma das surpresas foi New World Man, do álbum Signals (1982), que não era tocada ao vivo desde 2002. A noite ainda passou por clássicos como Xanadu, La Villa Strangiato, The Spirit of Radio e a suíte quase completa de 2112. O encore fechou com By-Tor & The Snow Dog e o inescapável Working Man.

Vale lembrar: sem Neil Peart, que nos deixou em janeiro de 2020, Lee e Lifeson seguem em frente com Anika Nilles na bateria e Loren Gold nos teclados — uma formação que, show a show, vem conquistando até os fãs mais céticos.

Confira o setlist completo do terceiro show da turnê Fifty Something:

Set 1: 1. Xanadu / 2. Dreamline / 3. Subdivisions / 4. Headlong Flight / 5. Bravado / 6. Red Sector A / 7. La Villa Strangiato / 8. Anthem / 9. New World Man / 10. The Spirit of Radio

Set 2: 11. Tom Sawyer / 12. Red Barchetta / 13. YYZ / 14. Limelight / 15. The Camera Eye / 16. Witch Hunt / 17. Vital Signs / 18. Time Stand Still / 19. Closer to the Heart / 20. 2112 Part I: Overture / 21. 2112 Part II: The Temples of Syrinx / 22. 2112 Part VII: Grand Finale

Bis: 23. By-Tor & The Snow Dog / 24. Working Man

A Fifty Something está apenas começando — e se os três primeiros shows já entregaram isso, a gente mal consegue imaginar o que ainda está por vir. Acompanhe tudo aqui na Popster!.

Serviço

Rush – Turnê Fifty Something
📍 Kia Forum – Los Angeles, EUA
📅 Show realizado em 11 de junho de 2026

Rush toca ‘Moving Pictures’ completo no terceiro show da turnê de reunião

Banda resgatou 'New World Man' ao vivo pela primeira vez em mais de 20 anos no Kia Forum, em Inglewood

Tem coisa que a gente simplesmente não esquece: a primeira vez que ouviu ‘Tom Sawyer’ vazando de algum lugar e sentiu que o rock poderia ser muito maior do que imaginava. Na quinta-feira (11), quem estava no Kia Forum, em Inglewood, Califórnia, viveu exatamente essa sensação — só que ao vivo, com o Rush tocando Moving Pictures do começo ao fim.

O terceiro show da turnê Fifty Something foi uma declaração de amor ao álbum de 1981 que transformou a banda canadense em uma das maiores referências do rock progressivo mundial. Geddy Lee (vocal e baixo) e Alex Lifeson (guitarra), membros fundadores, dividiram o palco com os novos integrantes Anika Nilles na bateria e Loren Gold nos teclados — uma formação que vem surpreendendo quem chega com expectativas cautelosas.

Resgates que fizeram a galera enlouquecer

Além de tocar Moving Pictures inteiro — com direito a uma versão de quase dez minutos de ‘The Camera Eye’, que não aparecia nos setlists desde 2015 —, a banda ainda tirou do baú ‘New World Man’, do álbum Signals (1982). A faixa não era tocada ao vivo desde 2002. Mais de duas décadas esperando por esse momento.

O set ainda contou com a participação especial de Aimee Mann em ‘Time Stand Still’ e encerrou com uma sequência épica de 2112 antes do bis. ‘By-Tor & The Snow Dog’ e ‘Working Man’ fecharam a noite com a energia crua das origens da banda.

A turnê tem previsão de encerramento em abril de 2027, em Helsinque, e passa pelo Brasil no início daquele mesmo ano — com datas confirmadas em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, marcando o retorno da banda ao país após cerca de 17 anos de ausência.

Serviço

Rush – Turnê Fifty Something
📍 Próximo show: Kia Forum, Inglewood, CA – sábado, 13 de abril de 2025
🌎 Shows no Brasil: janeiro e fevereiro de 2027
🏙️ Cidades: Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília

Setlist completo do terceiro show:

Set 1: Xanadu / Dreamline / Subdivisions / Headlong Flight / Bravado / Red Sector A / La Villa Strangiato / Anthem / New World Man* / The Spirit of Radio

Set 2 (Moving Pictures na íntegra): Tom Sawyer / Red Barchetta / YYZ / Limelight / The Camera Eye** / Witch Hunt / Vital Signs / Time Stand Still (com Aimee Mann) / Closer to the Heart / 2112 Pt. I: Overture / 2112 Pt. II: The Temples of Syrinx / 2112 Pt. VII: Grand Finale

Bis: By-Tor & The Snow Dog / Working Man

* Primeira vez desde 2002 | ** Primeira vez desde 2015

Bonnaroo 2026 está acontecendo ao vivo — e dá pra assistir pelo Disney+

Festival acontece de 11 a 14 de junho no Great Stage Park, em Manchester, Tennessee

Tem festival que é mais do que um evento — é um estado de espírito. O Bonnaroo é exatamente isso. Desde 2002, o Great Stage Park em Manchester, no Tennessee, vira uma cidade temporária de música, arte e comunidade. E a edição de 2026, que começou nessa quinta (11) e vai até domingo (14), está à altura da história do evento.

A primeira noite já deu o tom: Vince Staples e Four Tet aqueceram o público antes de Skrillex fechar com chave de ouro. O produtor americano — um dos nomes mais influentes da música eletrônica nas últimas duas décadas — entregou exatamente o caos controlado que a galera esperava. Quem acompanhou pela transmissão sabe do que a gente tá falando.

The Strokes de volta aos grandes festivais, RÜFÜS DU SOL e muito mais

A sexta (12) trouxe o momento mais aguardado pelos fãs de rock alternativo: The Strokes no palco principal. A banda de Julian Casablancas segue sendo uma das forças mais consistentes do indie rock mundial, e cada aparição em festival vira evento. Junto com eles, Turnstile — que transformou o hardcore em fenômeno de massas nos últimos anos — e Blood Orange completaram uma noite de alto nível. Wet Leg, YUNGBLUD e Lil Jon também marcaram presença nos canais transmitidos.

No sábado (13), é a vez de RÜFÜS DU SOL dominar a noite. O trio australiano virou referência absoluta em electronic/indie e tem um dos shows mais imersivos da cena atual — quem já viu ao vivo sabe que é difícil sair igual. Alabama Shakes (sim, de volta!), Teddy Swims, The Neighbourhood e Freddie Gibbs & The Alchemist completam um lineup que mistura gerações sem forçar a barra.

O encerramento no domingo (14) fica por conta de Noah Kahan, que em poucos anos saiu dos circuitos independentes para se tornar um dos cantores mais ouvidos do folk/indie americano. Antes dele, Clipse, Modest Mouse, Kesha, Japanese Breakfast e Mariah the Scientist prometem fechar o festival com a diversidade que é a marca registrada do Bonnaroo.

Serviço

Como assistir no Brasil: A transmissão oficial do Bonnaroo 2026 está disponível no Disney+ com dois canais simultâneos. Basta buscar por ‘Bonnaroo’ na plataforma ou acessar pela aba ‘Ao Vivo’. São quatro dias de festival, de quinta a domingo (11 a 14 de junho).

Programação transmitida — Sexta (12/06):

Canal 1: 20h05 The Chats · 20h45 YUNGBLUD · 21h55 Wet Leg · 23h05 GRiZ · 00h25 Mt. Joy · 01h30 The Strokes · 02h50 Turnstile
Canal 2: 21h15 Mother Mother · 22h20 Geese · 23h30 Jessie Murph · 00h40 Hot Mulligan · 01h45 Blood Orange · 02h50 Lil Jon

Programação transmitida — Sábado (13/06):

Canal 1: 20h05 Steph Strings · 20h45 Alabama Shakes · 21h45 SG Lewis · 22h55 The Neighbourhood · 00h15 Teddy Swims · 01h40 RÜFÜS DU SOL · 03h15 Freddie Gibbs & The Alchemist
Canal 2: 20h05 Wyatt Flores · 20h50 Arcy Drive · 21h40 Trixie Mattel · 22h30 Tash Sultana · 23h35 Passion Pit · 00h40 Rainbow Kitten Surprise · 01h45 Flipturn

Programação transmitida — Domingo (14/06):

Canal 1: 18h10 Aly & AJ · 19h10 Fcukers · 20h20 Japanese Breakfast · 21h30 Role Model · 22h20 Del Water Gap · 23h30 Noah Kahan
Canal 2: 18h10 Buffalo Traffic Jam · 19h00 Hemlocke Springs · 19h55 Tedeschi Trucks Band · 21h05 Clipse · 22h15 Modest Mouse · 23h35 Kesha · 00h40 Mariah The Scientist

Abre o Disney+, coloca o volume lá em cima e vive o Bonnaroo daqui mesmo. 🎪

Entre rock britânico e as contradições do amor, Olivia Rodrigo lança seu álbum mais maduro

Com Robert Smith como convidado e influências do new wave, 'you seem pretty sad for a girl so in love' chega para redefinir a fase adulta da cantora

A gente sabe que o amor raramente é simples. E é exatamente essa complexidade — aquela que confunde, que machuca, que deixa marcas difíceis de explicar — que alimenta décadas de rock britânico. The Cure construiu uma carreira inteira navegando por essa contradição. Agora, aos 23 anos, Olivia Rodrigo mergulha nesse mesmo território com you seem pretty sad for a girl so in love, seu terceiro álbum de estúdio, lançado nesta sexta-feira (12).

A trajetória de Olivia até aqui já dizia muito sobre quem ela é como artista. Saiu da Disney — passando por Bizaardvark e High School Musical: A Série: O Musical — e virou fenômeno global com SOUR (2021), um debut confessional que capturou as inseguranças da adolescência com uma precisão quase cirúrgica. Em GUTS (2023), aprofundou as referências ao pop punk dos anos 2000 e apresentou à geração Z uma sonoridade que marcou a juventude dos millennials. A cada disco, ela foi crescendo — e agora chegou o momento de encarar o que ela mesma chamou de seu primeiro ‘relacionamento de gente grande’.

Robert Smith, Glastonbury e um mergulho no pós-punk britânico

A conexão de Olivia com o rock britânico não é de hoje. Seu pai assistiu a mais de 30 shows do The Cure e chegou a chorar ao conhecer pessoalmente Robert Smith. Sua mãe preferiu ver o Korn no Lollapalooza a assistir à própria filha se apresentar. Esse background familiar moldou o ouvido da cantora desde cedo — e ficou evidente na produção do novo álbum, gravado em parte na Inglaterra.

O ponto de virada aconteceu no Festival de Glastonbury, em 2025, quando Olivia subiu ao palco ao lado de Robert Smith para cantar ‘Friday I’m in Love’ e ‘Just Like Heaven’. Depois de passar um tempo ao lado do músico, ela mergulhou ainda mais fundo no universo do new wave. O resultado aparece em toda a extensão do disco: em drop dead, há uma referência direta a ‘Just Like Heaven’; em what’s wrong with me, o próprio Robert Smith participa — a primeira colaboração oficial da carreira de Olivia; e ainda tem uma faixa chamada the cure, que, segundo ela, não foi pensada como homenagem, mas surgiu de forma espontânea no processo criativo.

Em entrevista ao podcast Popcast, do New York Times, Olivia contou que sua relação com Robert Smith se intensificou após a apresentação em Glastonbury e que passou parte da produção do álbum morando na Inglaterra — o que a aproximou ainda mais da tradição do rock britânico.

Estruturalmente, o álbum foi pensado em duas partes: a primeira retrata a experiência de estar apaixonada; a segunda revela as cicatrizes escondidas por trás desse encantamento. É uma escolha corajosa, porque não resolve nada — e essa é exatamente a intenção. Amor e tristeza coexistindo, sem que um precise eliminar o outro. Sem respostas fáceis, sem catarse limpa. Só a ambiguidade do coração funcionando a pleno vapor.

Isso é crescimento real. you seem pretty sad for a girl so in love não tem a raiva explosiva de SOUR nem o sarcasmo cortante de GUTS — tem algo mais difícil de carregar: a aceitação de que amar alguém não elimina o medo, a ansiedade ou a melancolia. Só os torna mais nítidos. Põe o fone, abre o coração e deixa o álbum fazer o resto.

🎧 Ouça you seem pretty sad for a girl so in love, de Olivia Rodrigo, em todas as plataformas de streaming.