Chris Shiflett assumiu o microfone e fez o punk chorar: Foo Fighters tocou clássico do No Use For A Name

Guitarrista assumiu os vocais durante apresentação da turnê europeia e homenageou Tony Sly

Tem noites que um show vai muito além do setlist. A gente que vive o universo do punk melódico sabe que ver o nome No Use For A Name aparecer no contexto do Foo Fighters é quase irreal — e foi exatamente isso que aconteceu durante a atual turnê europeia da banda.

Em Oslo, na Noruega, Dave Grohl e companhia trocaram os solos instrumentais de apresentação dos integrantes por algo bem mais especial: cada membro foi às raízes musicais que o formaram. E foi aí que Chris Shiflett pegou o microfone, encarou a arena e entregou uma performance de ‘Invincible’, hino absoluto do No Use For A Name.

De Fat Wreck Chords para os palcos do mundo: a história que poucos contam

Antes de entrar para o Foo Fighters em 1999 e gravar One By One, Shiflett foi peça central na cena punk californiana. Entre 1995 e 1999, ele era o guitarrista do NUFAN — e esteve presente em dois álbuns cruciais pela Fat Wreck Chords: Making Friends (1997), que traz justamente ‘Invincible’, e More Betterness! (1999). Não foi um capítulo menor da carreira. Foi a escola que moldou o músico que Dave Grohl escolheu para o seu lado.

A apresentação de Shiflett não foi apenas um aceno ao próprio passado — foi uma homenagem direta ao legado do No Use For A Name e à sonoridade que ajudou a definir o Hardcore Melódico.

Para os fãs do estilo, o peso do momento vai além da nostalgia. Tocar uma música do NUFAN em um palco de arena é também uma forma de honrar Tony Sly, o lendário vocalista e principal compositor da banda, que nos deixou em 2012 e levou junto as atividades do grupo. Seu impacto segue sendo celebrado — e noites como essa em Oslo provam que o legado dele vive em lugares que nem ele imaginaria.

Quer ver Shiflett em ação com sua antiga banda? Confira o show completo do No Use For A Name no Bizarre Festival de 1998 — exatamente a época em que ele dividia o palco com Tony Sly:

▶ Assista: No Use For A Name no Bizarre Festival 1998

Se você ainda não conhecia esse capítulo da história do Foo Fighters, agora você não tem desculpa. E se já conhecia — bem-vindo ao clube de quem sentiu o coração apertar em Oslo sem nem estar lá.

4 motivos para não perder o show de Marisa Monte em Curitiba

Cantora se apresenta no Cine Lido em 27 de agosto com ingressos limitados

Tem artista que a gente não precisa convencer ninguém a ver. Marisa Monte é uma delas. Mais de três décadas de carreira, uma voz que atravessa o tempo e um repertório que parece ter sido feito especialmente pra cada um de nós. Se você é de Curitiba ou tá disposto a encarar a viagem, o dia 27 de agosto vai ser especial.

A cantora se apresenta no Cine Lido, no Centro de Curitiba, em um show exclusivo com ingressos limitados ao público. Os últimos estão disponíveis no site da Ticketmaster a partir de R$ 450 — e também sem taxa na bilheteria do estádio Couto Pereira. Corre, porque esse é o tipo de evento que você vai querer ter ido.

Por que esse show vai ser diferente de tudo que você já viu

1. Viver um show de sentimentos de verdade
Marisa é uma das poucas cantoras que consegue fazer uma arena inteira parar de respirar numa balada e explodir numa levada de samba. Seu repertório transita entre o romantismo e a desilusão com uma naturalidade que poucos artistas conseguem. É daqueles shows em que você vai cantar sem perceber, do primeiro ao último acorde.

2. Uma experiência exclusiva — e olha que a gente não usa essa palavra à toa
O formato da apresentação no Cine Lido é praticamente fechado para convidados, com uma quantidade mínima de ingressos aberta ao público. Não é aquele show de arena onde você é mais um no meio da multidão. É de perto, é íntimo, é raro. Quando acabar, vai ser tarde demais pra se arrepender.

3. Conhecer (ou reencontrar) um dos espaços mais emblemáticos de Curitiba
Marisa Monte é uma das atrações da reabertura do Cine Lido, espaço histórico do Centro de Curitiba que volta à ativa com força total — já com mais de 10 shows confirmados e capacidade para até 2.500 pessoas. No dia anterior, quem sobe ao palco é Caetano Veloso. Uma reabertura à altura da história do lugar.

4. Rever uma cantora que ama Curitiba — e que Curitiba ama de volta
A última passagem de Marisa pela capital paranaense foi em novembro de 2025, com a turnê Phonica. Ao lado de 55 músicos, ela entregou um repertório em formato orquestra que reuniu cerca de 30 mil pessoas mesmo embaixo de chuva. Sim, 30 mil pessoas na chuva. Curitiba sabe reconhecer quando o show vale a pena.

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Esse é um daqueles shows que viram memória afetiva. Não deixa pra amanhã o que você pode garantir agora — os últimos ingressos estão sumindo rápido.

Serviço

Marisa Monte em Curitiba
📅 Quando: 27 de agosto de 2026 (terça-feira)
📍 Onde: Cine Lido — R. Des. Ermelino de Leão, 160 – Centro, Curitiba
🕖 Horário: Abertura da casa às 19h | Início do show às 22h
💰 Quanto: De R$ 450 a R$ 1.300 + taxas, conforme modalidade e setor
🎟️ Ingressos: Ticketmaster ou na bilheteria do estádio Couto Pereira (sem taxa)
📲 Informações: @sevenexp e @cinelido

Karinah homenageia oito damas do samba em nova turnê com shows em SP e Rio

O samba nasceu no colo das mulheres. Lá na casa de Tia Ciata, no Rio do início do século XX, o ritmo resistiu à marginalização e virou a maior potência cultural do Brasil. A gente sabe disso. Mas nem sempre esse legado recebe o tributo que merece — e é exatamente aí que entra Karinah.

A cantora, que trocou o Sul pelo Rio de Janeiro e rapidamente conquistou o respeito dos maiores nomes do gênero, anuncia o projeto ‘Karinah Canta As Damas do Samba’: uma turnê itinerante — que vai virar álbum no segundo semestre — em reverência a oito entidades da nossa música. Elza Soares, Beth Carvalho, Alcione, Dona Ivone Lara, Clementina de Jesus, Leci Brandão, Jovelina Pérola Negra e Clara Nunes. Nomes que não se discutem.

‘Cantar para mim é missão. Cantar samba para mim é devoção. E homenagear as mulheres que pavimentaram o chão que hoje eu piso com humildade é a minha paixão.’ — Karinah

Encontro de gigantes no Blue Note — com a Banda que foi de Beth Carvalho

A estreia acontece em São Paulo, no Blue Note SP, no dia 18 de junho. E já de cara: Karinah divide o microfone com Leci Brandão, uma das grandes homenageadas da noite. Para além da linha de frente, o que chama atenção é a base: a Banda da Madrinha, grupo que acompanhou Beth Carvalho por anos, estará no palco sob a direção musical de Carlinhos 7 Cordas. Isso não é detalhe — é declaração de intenção.

O repertório é uma viagem afetiva para qualquer fã de samba de verdade. Tem Se Acaso Você Chegasse (na voz de Elza), Mas Quem Disse Que Eu Te Esqueço (Dona Ivone Lara), Água de Chuva no Mar (Beth Carvalho) e Isso é Fundo de Quintal (Leci Brandão). Clássicos que a gente sabe de cor e que ganham novo peso quando cantados por quem entende o que eles significam.

https://www.instagram.com/p/karinah

Depois de SP, no dia 3 de julho, é a vez do Rio de Janeiro receber o espetáculo no Blue Note Rio, em Copacabana — com uma participação especial ainda secreta que promete agitar. Já anota na agenda.

A trajetória de Karinah dentro do samba não deixa dúvida sobre o peso que ela carrega. Dona Ivone Lara uma vez disse a ela:

‘Chega com o coração no miudinho que dá certo, seu canto é bonito.’ — Dona Ivone Lara

Zeca Pagodinho, ao descobrir seu talento, foi além e assinou a produção do álbum Meu Samba (2025) com uma promessa que arrepia:

‘Vou fazer por você o que Beth Carvalho fez por mim!’ — Zeca Pagodinho

https://www.instagram.com/p/karinah2

Alcione a convidou para abrir a turnê de 50 anos de carreira. Neguinho da Beija-Flor a chamou para puxar a escola na avenida. E hoje ela é musa e madrinha de projetos sociais na Estação Primeira de Mangueira. Não é à toa que esse projeto existe — e faz todo sentido que seja ela a fazê-lo.

O primeiro single do álbum chega ainda no segundo semestre: ‘Você Passa Eu Acho Graça’, clássico de 1968 na voz de Clara Nunes — a mesma música que, ainda na infância, despertou o amor de Karinah pelo samba. A história se fecha em círculo, do jeito mais bonito possível.

Dois shows. Oito gigantes homenageadas. Uma cantora com missão declarada. Não faz sentido não estar lá.

Serviço

🎵 KARINAH CANTA AS DAMAS DO SAMBA — SÃO PAULO
Convidada especial: Leci Brandão
📍 Blue Note São Paulo — Av. Paulista, 2073, Consolação
📅 18 de junho de 2026, às 22h30 (abertura às 19h)
🎟️ A partir de R$ 70 (meia) / R$ 140 (inteira) — Eventim SP

🎵 KARINAH CANTA AS DAMAS DO SAMBA — RIO DE JANEIRO
Participação especial a confirmar
📍 Blue Note Rio — Av. Atlântica, 1910, Copacabana
📅 3 de julho de 2026, às 22h30
🎟️ A partir de R$ 60 (meia) / R$ 120 (inteira) — Eventim RJ

BTS celebra 13 anos com lançamento de ‘Come Over’ nas plataformas — e o Brasil está nos planos

Faixa antes exclusiva de edições deluxe em vinil de 'Arirang' chega ao streaming no aniversário de debut do grupo

Treze anos. Uma geração inteira cresceu com o BTS, e a gente sabe que esse número não é só uma data no calendário — é uma marca emocional pra milhões de Armys ao redor do mundo. E o grupo não deixou a data passar em branco.

Nesta sexta-feira (12), o BTS liberou ‘Come Over’ em todas as plataformas de streaming. A faixa tinha vida restrita até agora: só quem investiu nas edições deluxe em vinil de Arirang — o quinto álbum do grupo, lançado em março deste ano — conseguia ouvi-la. Com o aniversário de debut chegando (13 de junho de 2013, pra quem quer marcar na agenda), faz todo sentido abrir essa porta pra todo mundo.

Uma música que nasceu do reencontro

Tem contexto emocional pesado aqui. ‘Come Over’ reflete exatamente o que foi o período pós-serviço militar obrigatório na Coreia do Sul — uma pausa forçada que separou os sete membros por um longo tempo. Os próprios integrantes descrevem a faixa como algo que

‘captura suas emoções sinceras’

diante dessa reunião. Não é só uma música: é um registro de saudade e volta.

E por falar em reencontro, o BTS está em turnê mundial com Arirang — e o Brasil está confirmado. Três datas no estádio MorumBIS, em São Paulo: 28, 30 e 31 de outubro. Não bastasse isso, o nome do grupo circula forte nos bastidores do Todo Mundo no Rio, o festival que tomou Copacabana. O Secretário de Cultura do Rio de Janeiro, Lucas Padilha, foi direto numa entrevista recente:

‘Se não for diva pop, tem que ser BTS.’

A torcida já está feita.

Corre ouvir ‘Come Over’ agora — e vai preparando o coração pro outubro mais k-pop da história do Brasil. 🎶🇧🇷

Serviço

BTS — Turnê Arirang
📍 Estádio MorumBIS — São Paulo, SP
📅 28, 30 e 31 de outubro de 2025
🎟️ Informações de ingressos em breve nos canais oficiais do grupo

Rush toca ‘Moving Pictures’ na íntegra no 3º show da turnê de reunião

Geddy Lee e Alex Lifeson executam álbum clássico de 1981 do começo ao fim no Kia Forum, em Los Angeles

Quinze anos. Foi quanto tempo a gente esperou para ver o Rush de volta aos palcos. E quando finalmente aconteceu, a banda canadense decidiu que não bastava apenas aparecer — era preciso fazer história a cada noite.

Na quinta-feira (11), durante o terceiro show da turnê Fifty Something no Kia Forum em Los Angeles, Geddy Lee e Alex Lifeson foram além de qualquer expectativa: tocaram Moving Pictures (1981) na íntegra, do primeiro ao último acorde. O álbum mais vendido da discografia do Rush — e um dos discos de rock progressivo mais influentes de todos os tempos — ganhou uma execução apoteótica diante de uma arena em êxtase.

A noite em que Los Angeles parou para ouvir ‘The Camera Eye’

O segundo set foi inteiramente dedicado ao disco: Tom Sawyer, Red Barchetta, a instrumental cirúrgica YYZ, Limelight e até as faixas menos visitadas ao vivo — a épica The Camera Eye (quase 11 minutos de pura entrega), Witch Hunt e o fechamento com Vital Signs. A última vez que o Rush tinha tocado Moving Pictures completo foi em 2011, na turnê Time Machine. Ou seja: 15 anos de espera por esse momento.

O primeiro set também não deixou nada a dever. Uma das surpresas foi New World Man, do álbum Signals (1982), que não era tocada ao vivo desde 2002. A noite ainda passou por clássicos como Xanadu, La Villa Strangiato, The Spirit of Radio e a suíte quase completa de 2112. O encore fechou com By-Tor & The Snow Dog e o inescapável Working Man.

Vale lembrar: sem Neil Peart, que nos deixou em janeiro de 2020, Lee e Lifeson seguem em frente com Anika Nilles na bateria e Loren Gold nos teclados — uma formação que, show a show, vem conquistando até os fãs mais céticos.

Confira o setlist completo do terceiro show da turnê Fifty Something:

Set 1: 1. Xanadu / 2. Dreamline / 3. Subdivisions / 4. Headlong Flight / 5. Bravado / 6. Red Sector A / 7. La Villa Strangiato / 8. Anthem / 9. New World Man / 10. The Spirit of Radio

Set 2: 11. Tom Sawyer / 12. Red Barchetta / 13. YYZ / 14. Limelight / 15. The Camera Eye / 16. Witch Hunt / 17. Vital Signs / 18. Time Stand Still / 19. Closer to the Heart / 20. 2112 Part I: Overture / 21. 2112 Part II: The Temples of Syrinx / 22. 2112 Part VII: Grand Finale

Bis: 23. By-Tor & The Snow Dog / 24. Working Man

A Fifty Something está apenas começando — e se os três primeiros shows já entregaram isso, a gente mal consegue imaginar o que ainda está por vir. Acompanhe tudo aqui na Popster!.

Serviço

Rush – Turnê Fifty Something
📍 Kia Forum – Los Angeles, EUA
📅 Show realizado em 11 de junho de 2026

Rush toca ‘Moving Pictures’ completo no terceiro show da turnê de reunião

Banda resgatou 'New World Man' ao vivo pela primeira vez em mais de 20 anos no Kia Forum, em Inglewood

Tem coisa que a gente simplesmente não esquece: a primeira vez que ouviu ‘Tom Sawyer’ vazando de algum lugar e sentiu que o rock poderia ser muito maior do que imaginava. Na quinta-feira (11), quem estava no Kia Forum, em Inglewood, Califórnia, viveu exatamente essa sensação — só que ao vivo, com o Rush tocando Moving Pictures do começo ao fim.

O terceiro show da turnê Fifty Something foi uma declaração de amor ao álbum de 1981 que transformou a banda canadense em uma das maiores referências do rock progressivo mundial. Geddy Lee (vocal e baixo) e Alex Lifeson (guitarra), membros fundadores, dividiram o palco com os novos integrantes Anika Nilles na bateria e Loren Gold nos teclados — uma formação que vem surpreendendo quem chega com expectativas cautelosas.

Resgates que fizeram a galera enlouquecer

Além de tocar Moving Pictures inteiro — com direito a uma versão de quase dez minutos de ‘The Camera Eye’, que não aparecia nos setlists desde 2015 —, a banda ainda tirou do baú ‘New World Man’, do álbum Signals (1982). A faixa não era tocada ao vivo desde 2002. Mais de duas décadas esperando por esse momento.

O set ainda contou com a participação especial de Aimee Mann em ‘Time Stand Still’ e encerrou com uma sequência épica de 2112 antes do bis. ‘By-Tor & The Snow Dog’ e ‘Working Man’ fecharam a noite com a energia crua das origens da banda.

A turnê tem previsão de encerramento em abril de 2027, em Helsinque, e passa pelo Brasil no início daquele mesmo ano — com datas confirmadas em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, marcando o retorno da banda ao país após cerca de 17 anos de ausência.

Serviço

Rush – Turnê Fifty Something
📍 Próximo show: Kia Forum, Inglewood, CA – sábado, 13 de abril de 2025
🌎 Shows no Brasil: janeiro e fevereiro de 2027
🏙️ Cidades: Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília

Setlist completo do terceiro show:

Set 1: Xanadu / Dreamline / Subdivisions / Headlong Flight / Bravado / Red Sector A / La Villa Strangiato / Anthem / New World Man* / The Spirit of Radio

Set 2 (Moving Pictures na íntegra): Tom Sawyer / Red Barchetta / YYZ / Limelight / The Camera Eye** / Witch Hunt / Vital Signs / Time Stand Still (com Aimee Mann) / Closer to the Heart / 2112 Pt. I: Overture / 2112 Pt. II: The Temples of Syrinx / 2112 Pt. VII: Grand Finale

Bis: By-Tor & The Snow Dog / Working Man

* Primeira vez desde 2002 | ** Primeira vez desde 2015

Bonnaroo 2026 está acontecendo ao vivo — e dá pra assistir pelo Disney+

Festival acontece de 11 a 14 de junho no Great Stage Park, em Manchester, Tennessee

Tem festival que é mais do que um evento — é um estado de espírito. O Bonnaroo é exatamente isso. Desde 2002, o Great Stage Park em Manchester, no Tennessee, vira uma cidade temporária de música, arte e comunidade. E a edição de 2026, que começou nessa quinta (11) e vai até domingo (14), está à altura da história do evento.

A primeira noite já deu o tom: Vince Staples e Four Tet aqueceram o público antes de Skrillex fechar com chave de ouro. O produtor americano — um dos nomes mais influentes da música eletrônica nas últimas duas décadas — entregou exatamente o caos controlado que a galera esperava. Quem acompanhou pela transmissão sabe do que a gente tá falando.

The Strokes de volta aos grandes festivais, RÜFÜS DU SOL e muito mais

A sexta (12) trouxe o momento mais aguardado pelos fãs de rock alternativo: The Strokes no palco principal. A banda de Julian Casablancas segue sendo uma das forças mais consistentes do indie rock mundial, e cada aparição em festival vira evento. Junto com eles, Turnstile — que transformou o hardcore em fenômeno de massas nos últimos anos — e Blood Orange completaram uma noite de alto nível. Wet Leg, YUNGBLUD e Lil Jon também marcaram presença nos canais transmitidos.

No sábado (13), é a vez de RÜFÜS DU SOL dominar a noite. O trio australiano virou referência absoluta em electronic/indie e tem um dos shows mais imersivos da cena atual — quem já viu ao vivo sabe que é difícil sair igual. Alabama Shakes (sim, de volta!), Teddy Swims, The Neighbourhood e Freddie Gibbs & The Alchemist completam um lineup que mistura gerações sem forçar a barra.

O encerramento no domingo (14) fica por conta de Noah Kahan, que em poucos anos saiu dos circuitos independentes para se tornar um dos cantores mais ouvidos do folk/indie americano. Antes dele, Clipse, Modest Mouse, Kesha, Japanese Breakfast e Mariah the Scientist prometem fechar o festival com a diversidade que é a marca registrada do Bonnaroo.

Serviço

Como assistir no Brasil: A transmissão oficial do Bonnaroo 2026 está disponível no Disney+ com dois canais simultâneos. Basta buscar por ‘Bonnaroo’ na plataforma ou acessar pela aba ‘Ao Vivo’. São quatro dias de festival, de quinta a domingo (11 a 14 de junho).

Programação transmitida — Sexta (12/06):

Canal 1: 20h05 The Chats · 20h45 YUNGBLUD · 21h55 Wet Leg · 23h05 GRiZ · 00h25 Mt. Joy · 01h30 The Strokes · 02h50 Turnstile
Canal 2: 21h15 Mother Mother · 22h20 Geese · 23h30 Jessie Murph · 00h40 Hot Mulligan · 01h45 Blood Orange · 02h50 Lil Jon

Programação transmitida — Sábado (13/06):

Canal 1: 20h05 Steph Strings · 20h45 Alabama Shakes · 21h45 SG Lewis · 22h55 The Neighbourhood · 00h15 Teddy Swims · 01h40 RÜFÜS DU SOL · 03h15 Freddie Gibbs & The Alchemist
Canal 2: 20h05 Wyatt Flores · 20h50 Arcy Drive · 21h40 Trixie Mattel · 22h30 Tash Sultana · 23h35 Passion Pit · 00h40 Rainbow Kitten Surprise · 01h45 Flipturn

Programação transmitida — Domingo (14/06):

Canal 1: 18h10 Aly & AJ · 19h10 Fcukers · 20h20 Japanese Breakfast · 21h30 Role Model · 22h20 Del Water Gap · 23h30 Noah Kahan
Canal 2: 18h10 Buffalo Traffic Jam · 19h00 Hemlocke Springs · 19h55 Tedeschi Trucks Band · 21h05 Clipse · 22h15 Modest Mouse · 23h35 Kesha · 00h40 Mariah The Scientist

Abre o Disney+, coloca o volume lá em cima e vive o Bonnaroo daqui mesmo. 🎪

Entre rock britânico e as contradições do amor, Olivia Rodrigo lança seu álbum mais maduro

Com Robert Smith como convidado e influências do new wave, 'you seem pretty sad for a girl so in love' chega para redefinir a fase adulta da cantora

A gente sabe que o amor raramente é simples. E é exatamente essa complexidade — aquela que confunde, que machuca, que deixa marcas difíceis de explicar — que alimenta décadas de rock britânico. The Cure construiu uma carreira inteira navegando por essa contradição. Agora, aos 23 anos, Olivia Rodrigo mergulha nesse mesmo território com you seem pretty sad for a girl so in love, seu terceiro álbum de estúdio, lançado nesta sexta-feira (12).

A trajetória de Olivia até aqui já dizia muito sobre quem ela é como artista. Saiu da Disney — passando por Bizaardvark e High School Musical: A Série: O Musical — e virou fenômeno global com SOUR (2021), um debut confessional que capturou as inseguranças da adolescência com uma precisão quase cirúrgica. Em GUTS (2023), aprofundou as referências ao pop punk dos anos 2000 e apresentou à geração Z uma sonoridade que marcou a juventude dos millennials. A cada disco, ela foi crescendo — e agora chegou o momento de encarar o que ela mesma chamou de seu primeiro ‘relacionamento de gente grande’.

Robert Smith, Glastonbury e um mergulho no pós-punk britânico

A conexão de Olivia com o rock britânico não é de hoje. Seu pai assistiu a mais de 30 shows do The Cure e chegou a chorar ao conhecer pessoalmente Robert Smith. Sua mãe preferiu ver o Korn no Lollapalooza a assistir à própria filha se apresentar. Esse background familiar moldou o ouvido da cantora desde cedo — e ficou evidente na produção do novo álbum, gravado em parte na Inglaterra.

O ponto de virada aconteceu no Festival de Glastonbury, em 2025, quando Olivia subiu ao palco ao lado de Robert Smith para cantar ‘Friday I’m in Love’ e ‘Just Like Heaven’. Depois de passar um tempo ao lado do músico, ela mergulhou ainda mais fundo no universo do new wave. O resultado aparece em toda a extensão do disco: em drop dead, há uma referência direta a ‘Just Like Heaven’; em what’s wrong with me, o próprio Robert Smith participa — a primeira colaboração oficial da carreira de Olivia; e ainda tem uma faixa chamada the cure, que, segundo ela, não foi pensada como homenagem, mas surgiu de forma espontânea no processo criativo.

Em entrevista ao podcast Popcast, do New York Times, Olivia contou que sua relação com Robert Smith se intensificou após a apresentação em Glastonbury e que passou parte da produção do álbum morando na Inglaterra — o que a aproximou ainda mais da tradição do rock britânico.

Estruturalmente, o álbum foi pensado em duas partes: a primeira retrata a experiência de estar apaixonada; a segunda revela as cicatrizes escondidas por trás desse encantamento. É uma escolha corajosa, porque não resolve nada — e essa é exatamente a intenção. Amor e tristeza coexistindo, sem que um precise eliminar o outro. Sem respostas fáceis, sem catarse limpa. Só a ambiguidade do coração funcionando a pleno vapor.

Isso é crescimento real. you seem pretty sad for a girl so in love não tem a raiva explosiva de SOUR nem o sarcasmo cortante de GUTS — tem algo mais difícil de carregar: a aceitação de que amar alguém não elimina o medo, a ansiedade ou a melancolia. Só os torna mais nítidos. Põe o fone, abre o coração e deixa o álbum fazer o resto.

🎧 Ouça you seem pretty sad for a girl so in love, de Olivia Rodrigo, em todas as plataformas de streaming.

Baco Exu do Blues leva a turnê ‘HASOS’ para a Europa; veja datas e cidades

Rapper baiano passa por seis cidades em cinco países em junho de 2025

Tem coisa mais bonita do que ver um artista de Salvador conquistar salas na Europa pela terceira vez? Baco Exu do Blues faz exatamente isso em junho, levando a turnê HASOS para seis cidades em cinco países — e a gente sabe que não é coincidência: é resultado de uma das carreiras mais consistentes do rap brasileiro nos últimos anos.

Desde Esú (2018) e Acnext (2020), Baco construiu um universo sonoro que embaralha rap, MPB, R&B e sonoridades afro-diaspóricas de um jeito que poucos artistas brasileiros conseguiram. Essa mistura — densa, poética, pessoal — é justamente o que atravessa fronteiras com tanta facilidade. O público europeu já percebeu isso antes de muita gente por aqui.

‘Voltar à Europa é sempre especial porque existe uma troca muito forte com o público. É bonito perceber como as histórias que nasceram na Bahia conseguem atravessar oceanos e encontrar identificação em pessoas de lugares tão diferentes. Essa turnê é uma celebração desse encontro.’

De Lisboa a Bruxelas: os palcos que vão receber HASOS

A rota europeia passa por venues com histórico forte: o Coliseu do Porto, uma das casas mais icônicas de Portugal, o Melkweg em Amsterdã — referência absoluta na cena independente europeia — e o Jazz Café em Londres, palco que já abrigou nomes do soul e do hip-hop mundial. Além disso, Baco também se apresenta no Festival Jardins do Marquês, em Oeiras, um dos eventos de verão mais relevantes de Lisboa.

No palco, a proposta é revisitar a trajetória: sucessos que ajudaram a redesenhar o rap nacional dividem espaço com as faixas mais recentes, em um espetáculo que mistura intensidade, poesia e uma leitura muito singular sobre amor, identidade, raça e espiritualidade. Quem já viu Baco ao vivo sabe que é difícil sair sem alguma coisa diferente dentro do peito.

https://open.spotify.com/album/HASOS

Se você está na Europa em junho, não deixa essa passar. E se está no Brasil assistindo de longe — a gente entende a inveja, mas fica de olho: quem faz turnê assim não para por aí.

Serviço

Baco Exu do Blues — Turnê HASOS na Europa

  • 20/06 — Porto, Portugal | Coliseu do Porto
  • 21/06 — Amsterdã, Holanda | Melkweg
  • 23/06 — Dublin, Irlanda | Button Factory
  • 24/06 — Londres, Inglaterra | Jazz Café
  • 26/06 — Oeiras (Lisboa), Portugal | Festival Jardins do Marquês
  • 27/06 — Bruxelas, Bélgica | La Madeleine

🎟️ Informações sobre ingressos aqui

Luísa Sonza homenageia Cazuza no Theatro Municipal do Rio em noite histórica da música brasileira

Cantora integrou o time de artistas convidados na 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira

Tem coisa mais bonita do que ver gerações completamente diferentes se encontrando no palco para celebrar um gênio? Foi exatamente isso que aconteceu na noite desta quarta-feira (10), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Luísa Sonza foi uma das artistas escolhidas para homenagear Cazuza na 33ª edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira — uma das celebrações mais importantes da nossa cena musical. Quem acompanha a trajetória de Luísa sabe que ela nunca teve medo de transitar entre universos: do pop eletrônico ao pagode, do funk à MPB. Essa versatilidade faz dela uma escolha certeira para uma noite assim.

Uma noite, muitas gerações — e Cazuza no centro de tudo

O Theatro Municipal carioca, um dos palcos mais imponentes do país, recebeu um elenco que misturou ícones e novos nomes com maestria. Seu Jorge, Ney Matogrosso, Zizi Possi e Simone dividiram o espaço com Ludmilla, Marina Sena, Luedji Luna e Luísa — uma combinação que, por si só, já conta muito sobre o alcance do legado de Cazuza.

Para a ocasião, Luísa apostou em um look exclusivo da australiana Meshki, marca conhecida internacionalmente por peças que equilibram ousadia e sofisticação — uma escolha que combinou bem com o clima da noite: cheio de atitude e emoção.

https://www.instagram.com/p/luisasonzacazuza

Cazuza, que deixou um catálogo eterno com clássicos como ‘Exagerado’, ‘O Tempo Não Para’ e ‘Pro Dia Nascer Feliz’, segue sendo referência absoluta para artistas de toda uma geração — e noites como essa provam que esse legado não tem prazo de validade. Se você ainda não se emocionou com alguma música dele hoje, a gente sugere corrigir isso agora.