MONSTA X em São Paulo: microfone ligado, funk brasileiro e uma promessa que a gente vai cobrar

O grupo coreano voltou ao Brasil depois de sete anos com a turnê [THE X: NEXUS] e entregou quase três horas de show no Espaço Unimed

Sete anos é tempo demais para quem vive de shows. Mas quando o MONSTA X finalmente pisou de novo no palco do Espaço Unimed, em São Paulo, ficou claro que a espera não apagou nada — pelo contrário, acumulou.

Formado por Shownu, Joohoney, Kihyun, Hyungwon e Minhyuk (I.M cumpre alistamento obrigatório no exército e ficou fora da turnê), o grupo estreou em 2015 e se tornou um dos pilares da terceira geração do K-pop. Esta foi a terceira passagem deles pelo país — depois das edições de 2018 e 2019 — e veio acompanhando a turnê [THE X: NEXUS], que celebra o primeiro comeback completo em quatro anos, o álbum THE X (2025).

Quase três horas de show e um gosto de ‘quero mais’

O setlist passeou por eras e deixou todo mundo querendo mais: ‘Dramarama’, ‘Shoot Out’, ‘Alligator’ e ‘LoveKilla’ se misturaram com ‘Tuscan Leather’ e ‘N the Front’, faixa-título trabalhada em 2026. Hyungwon ainda puxou ‘Beautiful’ — hit do primeiro álbum completo do grupo, de 2017 — com um ‘vocês são lindos!’ atirado em português antes dos primeiros acordes. O Espaço Unimed não se segurou.

Entre performances em grupo, solos impecáveis e vídeos-conceito, o show teve um momento que pode se tornar literalmente parte da discografia do MONSTA X: Joohoney gravou do próprio celular o coro de ‘eu não vou embora’ que ecoou pela casa de shows e prometeu usar o registro como sample em uma próxima composição. ‘Com essa música, vocês vão ser todos parte do MONSTA X!’, afirmou o rapper, que assina a co-produção de vários dos maiores hits do grupo.

O tempero brasileiro no som do grupo não é de hoje. A faixa ‘Do What I Want’ (2025) usa um sample de ‘Tati e as Gulosas’, clássico da coletânea Furacão 2000, com os icônicos bordões ‘as novinhas’ e ‘como que ela vai’ — cantados a plenos pulmões pela galera no show. E o álbum solo de Joohoney, INSANITY, trouxe a parceria com o duo Tropkillaz na faixa ‘Bite’, com os brasileiros creditados como arranjadores. ‘Eu estou até agora chocado que vocês cantaram a parte do funk de Do What I Want. Só o Brasil poderia entregar isso’, disse ele.

A noite também foi uma aula sobre o debate que ainda divide a cena do K-pop: voz ao vivo versus coreografia intensa. O MONSTA X mostrou, mais uma vez, que não precisa escolher. Estabilidade vocal, controle de respiração no meio de danças pesadas e harmonias entre os cinco timbres — sem exagero de autotune ou IA — provaram que senioridade e talento bem lapidado por mais de uma década resultam numa experiência que nenhuma tendência momentânea consegue substituir. Microfone ligado nunca vai sair da trend.

‘Fazem 7 anos desde o nosso último show no Brasil e eu garanto que a gente não vai demorar tudo isso para voltar!’, prometeu Kihyun. E ‘Nós fomos muito felizes hoje’, completou Shownu, no discurso de encerramento. A gente também, Shownu. A gente também — e já estamos contando os dias.

BIGBANG está de volta: turnê mundial de 31 shows celebra 20 anos de história do K-pop

G-Dragon, Taeyang e Daesung percorrem estádios na Ásia, Europa e EUA a partir de agosto de 2026

Vinte anos. Esse número diz tudo sobre o peso do que o BIGBANG representa para o K-pop e para toda uma geração de fãs que cresceu ouvindo Fantastic Baby, Bang Bang Bang e tantos outros hinos. A espera acabou — e a volta vai ser em grande estilo.

G-Dragon, Taeyang e Daesung anunciaram uma turnê mundial de 31 datas em estádios, batizada como celebração do 20º aniversário do grupo. Os shows começam em 21 de agosto, com três noites no Estádio Goyang, na Coreia do Sul, e se estendem até fevereiro de 2027, percorrendo EUA, Europa, Ásia e Austrália. É a primeira turnê do BIGBANG desde 2017 — quase uma década de saudade represada.

De Seul ao mundo: por que essa turnê é diferente de tudo

O timing não é à toa. O trio acabou de sacudir o Coachella 2026, reacendendo a chama dos V.I.P.s ao redor do planeta e provando que a força do grupo não envelheceu nem um segundo. A promotora AEG Presents, gigante do mercado de shows ao vivo, está por trás da operação — o que garante a escala e a estrutura que uma celebração desse porte exige.

A história do BIGBANG é inseparável da história do K-pop global. Lançados pela YG Entertainment em agosto de 2006, foram o primeiro grupo do gênero a ganhar o prêmio de Melhor Artista Mundial no MTV EMA, em 2011, e o primeiro a emplacar um álbum no Billboard 200, em 2012. Eles não abriram portas — eles derrubaram paredes.

O título oficial da turnê e os links de ingressos ainda serão divulgados, mas os V.I.P.s já podem se cadastrar na plataforma oficial b.stage para receber as atualizações em primeira mão. Não deixa pra depois — estádios lotam rápido, e a gente sabe que esse fandom não brinca em serviço.

Serviço — Turnê Mundial BIGBANG 2026/2027

21, 22 e 23/08 — Goyang, Coreia do Sul — Goyang Stadium
05/09 — Oakland, EUA — Oakland-Alameda County Coliseum
11/09 — East Rutherford, EUA — MetLife Stadium
19/09 — Paris, França — Stade de France
26/09 — Londres, Reino Unido — Tottenham Hotspur Stadium
10 e 11/10 — Taipé, Taiwan — Taipei Dome
17/10 — Singapura — National Stadium
24 e 25/10 — Hanói, Vietnã — Mỹ Đình National Stadium
31/10 — Sydney, Austrália — Accor Stadium
07/11 — Bangcoc, Tailândia — Rajamangala National Stadium
13, 14 e 15/11 — Hong Kong — Kai Tak Stadium
27, 28 e 29/11 — Osaka, Japão — Kyocera Dome Osaka
05 e 06/12 — Nagoia, Japão — Vantelin Dome Nagoya
13, 14 e 15/12 — Tóquio, Japão — Tokyo Dome
26 e 27/12 — Fukuoka, Japão — Mizuho PayPay Dome
09/01/2027 — Kuala Lumpur, Malásia — TM Stadium Nasional
16/01/2027 — Jacarta, Indonésia — Jakarta International Stadium
27 e 28/02/2027 — Kaohsiung, Taiwan — Kaohsiung National Stadium

Seu Jorge, Marina Sena, Ludmilla e mais: as performances do Prêmio da Música Brasileira 2026 em homenagem a Cazuza

Seu Jorge, Ludmilla, Marina Sena e mais artistas prestam tributo ao roqueiro carioca no Theatro Municipal do Rio

Tem homenagem que a gente sente na espinha. Cazuza morreu em 1990, mas suas músicas nunca pararam de circular entre gerações tão diferentes — e o Theatro Municipal do Rio provou isso com força na noite desta quarta-feira (10).

O 33º Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira escolheu o legado do cantor e compositor carioca como fio condutor da noite, e o resultado foi uma série de performances que misturou nostalgia, potência e muita emoção. Seu Jorge, Ludmilla, Marina Sena, Ney Matogrosso, Luísa Sonza, Luedji Luna, Zizi Possi, Lazzo Matumbi e BNegão subiram ao palco para prestar tributo — cada um do seu jeito, cada um com a sua voz.

Uma noite, muitas formas de amar Cazuza

Luísa Sonza trouxe sua energia pra ‘Faz Parte do Meu Show’, enquanto Zizi Possi fez a plateia segurar o choro com ‘Preciso Dizer que Te Amo’. A dupla Lazzo Matumbi e BNegão deu um banho em ‘Ideologia’, e Luedji Luna reinterpretou ‘Mais Feliz’ com toda a delicadeza que ela carrega. O Theatro Municipal, um dos palcos mais históricos do país, serviu de moldura perfeita pra uma noite dessas.

Assista às performances abaixo e escolha a sua favorita — se conseguir.

[Incorporações de vídeo — Seu Jorge, Luísa Sonza, Luedji Luna, Zizi Possi, Lazzo Matumbi e BNegão]

A gente sabe que Cazuza nunca precisou de homenagem pra continuar vivo. Mas noites como essa lembram por que ele é insubstituível — e por que a música brasileira ao vivo ainda tem esse poder de unir o que parece separado.

Tove Lo e Stromae juntos? ‘Des Fleurs’ chega nesta sexta e a gente mal acredita

Parceria inesperada promete ser um dos destaques do pop em 2025

Tem colaboração que a gente não sabia que precisava — e quando aparece, bate forte. Tove Lo e Stromae dividiram um projeto, e o resultado se chama ‘Des Fleurs’. O single chega nesta sexta-feira (12) e já entrou na nossa lista de espera do ano.

A faixa faz parte de ‘Estrus’, o sexto álbum de estúdio da sueca, marcado para 18 de setembro. Tove Lo vem construindo uma carreira que mistura pop eletrônico cru com letras sem filtro desde ‘Queen of the Clouds’ (2014) — e cada disco novo parece um salto ainda maior de ousadia.

Dois mundos que se encontram em uma só faixa

Do outro lado da parceria, Stromae dispensa apresentações: o belga que transformou o francês em língua universal do pop com ‘Alors on Danse’ e ‘Papaoutai’ volta à cena depois de um hiato marcado por problemas de saúde e um retorno triunfal com ‘Multitude’ em 2022. Ver ele ao lado de Tove Lo é exatamente o tipo de encontro inesperado que faz o pop valer a pena.

‘Estrus’ já chegou aquecido: o single anterior, ‘I’m Your Girl Right?’, teve clipe gravado no Brasil — o que, convenhamos, não é coincidência. Tove Lo sabe muito bem o amor que o público brasileiro tem por ela, e parece retribuir com carinho.

Sexta-feira não pode chegar rápido o suficiente. Salva o lembrete, coloca no repetido e vem contar pra gente o que achou de ‘Des Fleurs’.

Bridgit Mendler lança EP surpresa depois de 10 anos longe da música

Seis faixas que viviam em vazamentos chegaram — sem aviso — às plataformas de streaming

A gente nunca esqueceu. Por anos, faixas de Bridgit Mendler circularam em fóruns, playlists clandestinas e pastas de download com nomes enigmáticos — relíquias de um álbum que nunca chegou a existir oficialmente. Pois bem: essa espera de uma década acaba de ganhar um capítulo novo e completamente inesperado.

Nesta quarta-feira (10), o EP ‘Once Again…’ apareceu silenciosamente no Spotify e no Apple Music. Seis faixas — Flowers, Cold, Mercy, Long Run, Loyalties e Oxygen — que os fãs mais antigos já cantavam de cor, mesmo sem nunca terem sido lançadas de forma oficial. A crença geral é que essas músicas foram gravadas por volta de 2016, logo após o single ‘Nemesis’, último registro fonográfico antes do sumiço.

O álbum fantasma que voltou assombrar as plataformas

O que torna tudo mais intrigante é o silêncio total da artista. Até agora, Bridgit não postou nada, não deu entrevistas, não mandou nem um emoji. Ninguém sabe ao certo se o lançamento foi planejado, se é um vazamento ‘autorizado’ ou se alguém simplesmente apertou o botão errado. Seja como for, o resultado é real: as músicas estão lá, e os streams já estão rolando.

Quem acompanhou a trajetória dela sabe que Bridgit não foi só a garota do Disney Channel. Ela construiu uma carreira pop sólida com Hello My Name Is… (2012) e chegou a encher shows com uma energia que poucos esperavam de uma ex-estrela teen. Só que o mundo acadêmico chamou mais alto — e ela foi fundo: hoje, Bridgit é CEO da Northwood Space, startup de tecnologia de comunicação via satélite. Sim, literalmente trocou o palco pelo espaço.

Se isso é um retorno, uma despedida ou só um capítulo solto dessa história, a gente ainda não sabe. Mas ‘Once Again…’ já é um dos lançamentos mais surpreendentes do ano — e definitivamente merece seus fones de ouvido agora.

‘the cure’: letra, tradução e tudo sobre o novo single de Olivia Rodrigo

Quem acompanha Olivia Rodrigo desde o começo sabe: ela não escreve músicas, ela escreve feridas. De ‘drivers license’ até ‘vampire’, cada era dela chega com aquela sensação de que alguém finalmente colocou em palavras o que a gente não conseguia dizer.

E ‘the cure’ não foge disso. Lançada nesta sexta-feira (22), a faixa já nasce como um dos momentos mais crus da carreira dela — uma confissão sobre insegurança, comparação e a dolorosa percepção de que nenhum amor externo cura o que a gente carrega por dentro.

O terceiro álbum está chegando — e promete ser o mais honesto de todos

‘the cure’ é a mais nova prévia de you seem pretty sad for a girl so in love, terceiro álbum de estúdio de Olivia, com lançamento marcado para 12 de junho. Depois de ‘SOUR’ catapultá-la ao estrelato em 2021 e ‘GUTS’ solidificar ela como uma das compositoras mais afiadas da geração, as expectativas para esse terceiro capítulo estão nas alturas — e o que a gente já ouviu indica que ela não veio brincar.

Na letra, Olivia fala sobre sentir a cabeça ‘cheia de veneno’ e o coração ‘cheio de dúvida’, mesmo dentro de um relacionamento. O amor do outro pode parecer um remédio, mas ela é direta: ‘nunca vai ser a cura’. É vulnerabilidade em estado puro — e é exatamente isso que faz a galera se apaixonar por ela de novo a cada lançamento.

Confira abaixo a letra completa e a tradução de ‘the cure’:

Letra e tradução de ‘the cure’ — Olivia Rodrigo

[Verso 1]
All the pretty girls in the foreground of my mind
Todas as garotas bonitas em destaque na minha mente
I thought I’d done enough, but they keep moving the line
Eu pensei que tinha melhorado o suficiente, mas elas continuam mudando o limite
I thought I found the antidote this time
Eu pensei que tinha encontrado o antídoto desta vez
I thought I found the antidote this time
Eu pensei que tinha encontrado o antídoto desta vez

[Verso 2]
And all the nights I spent fighting bad thoughts in my room
E todas as noites que passei lutando contra pensamentos ruins no meu quarto
Feeling so alone, might as well be on the moon
Me sentindo tão sozinha, é como se eu estivesse sozinha na lua
I thought I found the antidote with you
Eu pensei que tinha encontrado o antídoto em você
I thought I found the antidote with you
Eu pensei que tinha encontrado o antídoto em você

[Refrão]
But my head is full of poison, and my heart is full of doubt
Mas minha cabeça está cheia de veneno, e meu coração está cheio de dúvida
I got toxins in my bloodstream, you tried hard to suck ‘em out
Tenho toxinas na minha corrente sanguínea, você tentou muito tirá-las
And it feels like medication, and it’s good for me, I’m sure
E parece um remédio, e é bom para mim, eu sei
But it don’t matter how your love feels anymore
Mas não importa mais como o seu amor me faz sentir
It’ll never be the cure
Nunca vai ser a cura
It’ll never be the cure
Nunca vai ser a cura

[Verso 3]
Used to play a game in my head when I’d date a guy
Costumava fazer um jogo na minha cabeça quando saía com alguém
Tally up the girls that he f***** ‘til I start to cry
Contava as garotas com quem ele ficou até começar a chorar
I thought I found the antidote this time
Eu pensei que tinha encontrado o antídoto desta vez
I thought I found the antidote this time
Eu pensei que tinha encontrado o antídoto desta vez

But I’m unraveled (I’m unraveled)
Mas estou me desfazendo (estou me desfazendo)
I’m unraveled (I’m unraveled)
Estou me desfazendo (estou me desfazendo)

[Ponte]
Why can’t you come stitch me up?
Por que você não pode vir me costurar de volta?
Why can’t it ever be enough?
Por que nunca é o suficiente?
Why can’t you come stitch me up?
Por que você não pode vir me costurar de volta?
Why can’t it ever be enough?
Por que nunca é o suficiente?
It’s not enough
Não é o suficiente

Agora é esperar até 12 de junho para ouvir o álbum completo — mas a gente já sabe que vai chegar nessa data um caos emocional dos bons. Salva essa letra porque você vai precisar.

‘Music, Fashion, Film’: tudo o que sabemos sobre o novo álbum de Charli xcx

Capa do novo álbum de Charli xcx apresenta John Cale, Marc Jacobs e Martin Scorsese — foto de Aidan Zamiri

Depois de 2024 ser literalmente o ano do brat, a gente já estava de olho no próximo passo de Charli xcx. E ela não decepcionou: o anúncio de ‘Music, Fashion, Film’ chegou com tudo — título provocador, capa icônica e uma promessa de virada sonora que está deixando os fãs em alerta máximo.

O sétimo álbum de estúdio da britânica tem lançamento marcado para 24 de julho de 2026 e já está disponível para pre-save. Com apenas 11 faixas e cerca de 30 minutos de duração, parece que Charli quer dizer muito em pouco tempo — o que, convenhamos, sempre foi uma das marcas dela desde os tempos de ‘Sucker’ e ‘Pop 2’.

Uma capa que vale mais que mil palavras

A foto, assinada pelo fotógrafo Aidan Zamiri, reúne três ícones de universos distintos: John Cale, o músico galês que ajudou a fundar o Velvet Underground e moldou décadas de vanguarda; Marc Jacobs, o designer que transformou moda em manifesto cultural; e Martin Scorsese, um dos maiores cineastas vivos. Cada rosto representa uma fatia do título — e a Charli deixou claro que esse disco vai muito além do pop de dancefloor.

A própria artista adiantou no TikTok que o novo trabalho é ‘muito diferente do anterior’ — e completou com uma honestidade rara: ‘talvez você não goste, e está tudo bem’. Quem acompanha a trajetória dela sabe que essa coragem de polarizar já gerou alguns dos melhores momentos da música pop dos últimos anos. Os singles ‘Rock Music’ e ‘SS26’ já dão pistas de que a viagem vai ser intensa.

Faz o pre-save, coloca na agenda e se prepara: 24 de julho de 2026 vai ser um dia importante para o pop.

Skrillex anuncia álbum ‘Soma’ com MC Dricka na tracklist — e a gente não tá conseguindo parar de falar sobre isso

MC Dricka aparece em 'Thistle', uma das 13 faixas do novo projeto do produtor norte-americano

Tem coisa mais emocionante do que ver o funk paulista chegar onde menos se espera? Skrillex, um dos nomes que ajudou a redesenhar a música eletrônica nas últimas duas décadas, acaba de anunciar seu quinto álbum de estúdio — e o Brasil está dentro.

O projeto se chama Soma e foi revelado pelo próprio produtor nos Stories do Instagram no dia 1º de junho. Junto com o título, ele soltou a tracklist completa: 13 faixas que misturam colaborações já conhecidas do público com novidades que ainda vão causar muito barulho.

MC Dricka no disco do Skrillex: como isso aconteceu?

Uma das faixas que mais chamou atenção é ‘Thistle’, lançada ainda no fim de maio em parceria com os produtores Blawan e Randomer — e com os vocais de MC Dricka. Dona de hits como ‘Empurra Empurra’ e ‘Me Olha e Me Respeita’, a MC é referência do funk paulista e vem construindo uma trajetória que vai muito além das fronteiras do gênero. Ver o nome dela numa tracklist ao lado de Young Miko e Chris Lake diz muito sobre onde o funk brasileiro está chegando.

O álbum também traz ‘Duro’, com a porto-riquenha Young Miko, e o que parece ser uma nova versão de ‘La Noche’, parceria anterior com Chris Lake e Anita B Queen. Skrillex segue nessa fase de não parar: o anúncio de Soma veio poucos dias depois da estreia do evento ‘Contra’, em Berlim, reforçando que ele está em um dos momentos mais criativos da carreira.

Data de lançamento ainda não foi confirmada, mas com tracklist na rua e hype nas alturas, a espera já começou. Fique de olho — quando ‘Soma’ chegar, a gente quer saber o que você achou faixa por faixa.

Niall Horan, Evanescence e muito mais: os lançamentos que chegaram essa semana

De pop a rock, passando pelo Brasil — a semana foi generosa nos álbuns novos

Tem semana que a música simplesmente não para — e essa foi uma delas. Entre álbuns esperados há tempos e surpresas que chegaram do nada, os últimos dias entregaram muito material pra quem não tira o fone de ouvido.

Niall Horan, o irlandês que saiu do One Direction e foi construindo uma carreira solo sólida e cada vez mais madura, soltou ‘Dinner Party’ nessa sexta (5). O quarto álbum de estúdio traz 12 faixas e inclui o single ‘Little More Time’ — que já dava o tom do que estava por vir. Quem acompanha a trajetória dele desde Flicker sabe que a cada disco ele afina mais a própria voz, no sentido mais literal e artístico possível.

O rock também chegou com tudo

Não foi só pop: o Evanescence entrou na semana com ‘Sanctuary’, o sexto álbum de estúdio da banda. Com Amy Lee no comando, o projeto traz 12 músicas — incluindo ‘Afterlife’ e ‘Who Will You Follow’ — e chega depois de anos com a banda flertando entre pausas e projetos paralelos. A galera que cresceu com Fallen na espinha vai sentir muita coisa familiar aqui.

Nos lançamentos internacionais ainda tem Lizzo de volta com ‘BITCH’, Joji com a versão deluxe de ‘Piss In The Wind’ e até a trilha oficial da Copa do Mundo 2026. No front nacional, o destaque vai para o EP ‘Rock Danger Vol.2’ com Major RD, Oruam e Xamã, e o álbum ao vivo do Rio Carnaval. Também chegaram novos trabalhos de Carlinhos Brown com a Orquestra Ouro Preto, MC Anjim, Mari Romano e uma lista enorme de artistas independentes que merecem sua atenção.

A playlist da semana tá formada. Agora é dar o play e descobrir o que vai grudar — porque nessa quantidade toda, com certeza tem pelo menos uma faixa que vai morar na sua cabeça por dias.

SPIM: São Paulo ganha festival dedicado à música independente com shows em 10 casas e conferência gratuita

Primeira edição da São Paulo Independent Music acontece em agosto com mais de 20 atrações e programação espalhada pela cidade

Quem acompanha a cena independente de São Paulo sabe que o problema nunca foi falta de talento — foi falta de espaço para conectar tudo isso de forma inteligente. É exatamente essa lacuna que a São Paulo Independent Music (SPIM) quer preencher na sua primeira edição.

Idealizado pela 5511 Entretenimento, o festival acontece entre os dias 12 e 16 de agosto e promete movimentar a capital com mais de 20 atrações distribuídas por 10 casas de shows da cidade. O line-up oficial ainda não foi divulgado — isso acontece só em 10 de junho —, mas a proposta já diz muito: reunir desde nomes consolidados até novos talentos que merecem holofote.

Uma cidade inteira como palco da música independente

A ideia de espalhar o festival por diferentes regiões de SP não é à toa. Espaços como Casa Natura, Cine Joia, Bar Alto e La Iglesia têm histórias próprias na formação de artistas — e a SPIM aposta nessa identidade para criar um circuito que vai além de um único endereço. Também entram na grade Algo Hits, Casa Rockambole, Fenda 315, FFFront, Hangar 110 e Porta.

Além dos shows, os dias 15 e 16 de agosto reservam uma conferência gratuita (com vagas limitadas) com 10 painéis e cerca de 40 profissionais do setor — artistas, produtores, empresários e programadores juntos debatendo os reais desafios de quem vive da música independente no Brasil. Networking de verdade, não de cartão de visita.

A SPIM chega num momento em que a cena paulistana ferve: shows internacionais de volta, novos artistas locais ganhando tração e um público cada vez mais disposto a descobrir o próximo grande nome numa casa pequena antes de vê-lo em arena. Marque as datas — essa primeira edição vai ser referência.

Serviço

São Paulo Independent Music (SPIM) — 1ª edição
📅 Shows: 12 a 16 de agosto de 2025
📅 Conferência: 15 e 16 de agosto (entrada gratuita, vagas limitadas)
📍 10 casas de shows em São Paulo: Algo Hits, Bar Alto, Casa Natura, Casa Rockambole, Cine Joia, Fenda 315, FFFront, Hangar 110, La Iglesia e Porta
🎤 Line-up completo divulgado em 10 de junho
🔗 Acompanhe as atualizações nos canais oficiais da SPIM