A gente sabe que Tinashe sempre esteve ali, próxima demais pra ignorar mas longe demais do holofote que merecia. Pois é: chegou a hora. ‘Popstar’, seu oitavo álbum de estúdio, não é apenas um disco bom — é a prova que ela pediu licença a ninguém para se tornar quem sempre foi.

O novo trabalho é uma fusão que parecia impossível até você ouvir: inferninho pop, eletrônico sofisticado e dance music ressuscitada. Tudo costurado com produções que fazem você querer sair correndo pro dance floor. A gente está falando de um dos projetos mais impressionantes de 2026, e a mulher está em outro patamar agora.

A trajetória de quem sempre se reinventou (mas ninguém via)

Nos últimos dez anos, Tinashe fez algo que poucos artistas conseguem: se manter atualizada sem perder a identidade. Enquanto o pop mutava, ela estava ali, experimentando, evoluindo, criando seu próprio espaço. O hiperpop cresceu? Ela estava lá. Geração Z voltou pra pista de dança? Ela já tinha o som pronto.

‘Sunglasses’ abre o disco com produção de Arca — sim, aquela Arca, a mulher que melhor traduz o pop atual em som. Logo de cara, Tinashe serve R&B experimental que te puxa pro abismo numa boa. Depois vem ‘Too Easy’ acelerando tudo, e aí… aí vem ‘Melatonin’, e meu Deus, ‘Melatonin’ é uma daquelas músicas que você não para de ouvir por três dias.

A produção é sofisticada demais pra ser apenas uma música de dança. Mas é isso que faz diferença: Tinashe passa ‘Flashbacks’ (sensual pra caramba), depois joga ‘Crash Out’ (divertida demais), sempre buscando criatividade em camadas minimalistas. ‘Nobody Wanna Dance Anymore’, com Kingdom na produção, é simplesmente de tirar o fôlego.

Quando você canta sobre ser popstar… e realmente é

Mas o disco não é só modernidade sonora — é também letra inteligente. Tinashe fala sobre os olhares da internet, romance e fama do jeito que só quem vive isso consegue contar. Em ‘Brainrot’, ela pega um termo que a galera da internet usa e adapta pra falar sobre o próprio sucesso em 2026. É autêntico, é criativo, é dela.

E sabe o que mais impressiona? ‘Popstar’ não tenta ser experimental por ser experimental. É um álbum pop que se diverte com sua própria ambição. Produções caprichosas, músicas que grudam na sua cabeça, um disco que faz Tinashe soar exatamente como o público sempre soube que ela era: uma verdadeira estrela pop.

Nota: 9/10

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