Tem festa que cresce junto com quem a criou. O São João da Thay nasceu em 2017 como um projeto beneficente de uma criadora de conteúdo maranhense — e, edição após edição, foi se tornando um dos festivais juninos mais relevantes do Brasil. Em 2026, veio o salto mais ousado até agora.

Pela primeira vez, o evento deixou São Luís para trás e desembarcou em Imperatriz, no sul do Maranhão. O resultado? Mais de 60 mil pessoas no dia 6 de junho, um palco de proporções de festival nacional e uma programação que foi de Ana Castela e Gustavo Mioto a Péricles, passando por artistas locais e manifestações da cultura nordestina que a gente raramente vê em eventos desse tamanho.

Chapada das Mesas no mapa dos grandes eventos

A escolha de Imperatriz não foi por acaso. A cidade é porta de entrada para a Chapada das Mesas — com o Poço Azul, cachoeiras e rios que concorrem de igual para igual com qualquer paraíso natural do país. O festival levou influenciadores, jornalistas e personalidades para conhecer Riachão e Carolina, botando essa rota no radar de quem ainda não sabia que ela existia.

O impacto econômico foi imediato: rede hoteleira lotada, economia criativa aquecida e a região inteira vibrando num período que já é, por natureza, o mais festeiro do ano. Thaynara OG resumiu bem: ‘Existe uma potência enorme no sul do Maranhão, tanto cultural quanto turística, e poder apresentar isso para o Brasil através do evento é muito especial.’

A gente sabe que festival bom não se mede só pelo line-up. Mede-se pelo que deixa na cidade depois que o palco desmonta. E o São João da Thay 2026 deixou Imperatriz com um endereço novo no mapa cultural do Brasil. Fique de olho — esse projeto ainda tem muito chão pela frente.